sábado, 25 de agosto de 2012

Não devemos nada ao feminismo!




Transcrevo aqui um excelente texto da jovem filósofa Talyta Carvalho, publicado ontem na Folha de São Paulo por ocasião do Dia Internacional da mulher:

As feministas chamaram de libertação a saída forçada da lar para trabalhar; sua intolerância tornou constrangedor decidir ser dona de casa e cuidar dos filhos.
Na história da espécie humana, a ideia de que a mulher deveria trabalhar prevaleceu com frequência muito maior do que a ideia de que deveria ficar em casa cuidando dos filhos.
Não raro, o trabalho que cabia à mulher era árduo e de grande impacto físico. Para a mulher comum na pré-história, na Idade Média, e até o século 19, não trabalhar não era uma opção.
Uma das conquistas do sistema econômico foi que, no século 20, a produtividade havia aumentado tanto que um homem de classe média era capaz de ter um salário bom o suficiente para que sua esposa não precisasse trabalhar.
No período das grandes guerras e no entreguerras, a inflação, os altos impostos e o retorno da mulher ao mercado de trabalho (que significou um aumento da mão de obra disponível) diminuíram de tal modo a renda do homem comum que já não era mais possível que maioria das mulheres ficasse em casa.
Esse movimento forçado de saída da mulher do lar para o trabalho as feministas chamaram de libertação.
Óbvio que não está se defendendo aqui que as mulheres não possam trabalhar, não casar, não ter filhos ou que não possam agir de acordo com as suas escolhas em todos os âmbitos da vida. Não é essa a questão para as mulheres do século 21 pensarem a respeito.
O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?
Explico-me. Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, exceto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.
Assumir uma posição crítica ao feminismo é hoje o equivalente a ser uma mulher que fala contra mulheres. Ilude-se quem pensa que na academia há um ambiente propício à liberdade de pensamento.
Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei “lutar” contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário. A batalha mesmo é contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da “questão de gênero” uma bandeira.
Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo: financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas homens -que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro.
Outro direito que a mulher do século 21 não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos -recomendo, sobre a questão, os livros “Feminist Fantasies”, de Phyllis Schlaffly, e “Domestic Tranquility”, de F. Carolyn Graglia.
Na esfera econômica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe. Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam “qual a sua ocupação?”. A resposta “sou só dona de casa e mãe” já revela o alto custo sóciopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.
O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. De fato, casamento e maternidade não são para todas as mulheres. Mas a nova geração deve debater esses dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.
De minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.

Brilhante análise! Mas faço uma ressalva quanto às origens históricas da emancipação da mulher. O “monstro” nasceu bem antes do século XX: surgiu com as idéias liberais e românticas de Jacques Russeau. O mito do “bom selvagem” do pensador suíço anti-cristão concebia a mulher como uma fêmea livre e promíscua, liberta do arquétipo de mãe e esposa (segundo ele, imposto pela Igreja Católica). A mulher de Rousseau devia ser autônoma, selvagem, e instintiva, como uma gazela que corre livre pelos prados. A emancipação feminina saiu do plano teórico de Rousseau para dar as caras no plano prático do cotidiano com a Revolução Industrial Inglesa, quando as mulheres passaram a viver o conflito “mãe ou operária”. Depois veio a Belle Époque. Agora o arquétipo de mulher virtuosa era a figura da Prostituta e das dançarinas do Can-Can. A “liberdade” de ser promíscua tinha um preço: libertar-se da dependência financeira do homem. As mulheres precisavam trabalhar para sustentar sua vida “livre e feliz”. O desgraçado século XX sepulta então o que restou da dignidade da mulher: a maldita revolução sexual com seus sutiãs queimados e gritos de um feminismo idiota. Hoje a mulher é “feliz” tomando anti-depressivos ou torrando dinheiro com cosméticos e cirurgias plásticas. Parabéns, Simone de Beauvoir e a todas as feministas amantes de intelectuais de esquerda do passado !!!!! Contemplem o que fizeram com suas filhas e neta !!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como cooperar com Deus para desenvolver as virtudes teologais?


  A pergunta é bastante especifica, se as virtudes da fé, esperança e caridade, ou seja as virtudes teologais, que são dons de Deus para nós, são infusas em nós, são derramadas pela graça em nossos corações, se são realmente algo que vem de Deus, o que é o ser humano pode fazer para receber essas três virtudes, ou seja, em que sentido nós podemos cooperar com Deus que quer operar em nós.

    Pediríamos aqui fazer uma comparação, uma pequena metáfora, para que você entendesse qual é o relacionamento entre a ação de Deus e a Ação do homem, a primeira coisa que nós devemos evitar é o perigo do pelagianismo, o pelagianismo é uma heresia que diz que o ser humano não precisa do auxilio da graça, e o semi-pelagianismo diz que embora eu precise da graça de Deus a iniciativa é do homem, então nós já diremos desde o início a iniciativa é de Deus, ao mesmo tempo que eu sei que a iniciativa é de Deus e que eu preciso da graça de Deus para o desenvolvimento dessas virtudes eu não posso também dizer que o ser humano é totalmente passivo, porquê? Por que se não nós estaríamos caindo em uma outra heresia que é o Jansenismo, que diz que o ser humano é eleito por Deus, Deus tem os seus escolhidos e boa noite, acabou, não adianta você querer se esforçar, Deus já sabe quem vai ser salvo e outras pessoas, a maior parte das pessoas aliás, Deus criou para ir para o inferno, ou seja, uma massa de gente condenada ao inferno, entre esses dois extremos, um otimismo maluco que diz: “ah, eu ser humano posso chegar a santidade sem a ajuda de Deus.” E o outro pessimismo deprimente, onde eu não sou nada, e realmente não posso fazer nada, sou como um marionete na mão de Deus, como é que nós podemos entender catolicamente essa realidade das virtudes teologais?

   A metáfora então é a seguinte: você imagine uma mãe que quer ensinar o seu filho a andar, nós poderíamos então colocar basicamente quatro passos nessa pedagogia da mãe, a mãe é Deus, a criança é o ser humano, a mãe é Deus que age com sua graça em socorro da alma, e a criança é a alma que quer aprender a caminhar, ou seja, quer aprender a crer, a esperar, e sobretudo, a amar, que é a missão mais difícil, ter realmente a virtude do amor e da caridade perfeita, pois bem, como é que as duas realidade interagem? Imaginemos uma mãe, primeiro passo, que atrai o seu filho para que ele caminho, a mãe se apresenta ali na frente da criança com um pequeno chocalho colorido ou com uma balinha, alguma coisa que atraia a criança, com um sorriso no rosto ela vem e incita o coração da criança para que o coração da criança reaja.
  
Aqui se cumpre aquele versículo da Sagrada Escritura: “quando eu for elevado atrairei todos a mim.” É o amor de Deus que nos atrai, quando nós olhamos para cruz de Cristo, quando nós vemos a forma como ele nos amou, isso realmente faz com que o nosso coração se aqueça, quando nós olhamos para virtude dos Santos, quando nós vemos o quanto eles se configuraram a Cristo, o quanto eles deram a vida deles por Jesus, nós vemos aquela beleza que irradia da vida dos Santos aquilo aquece o nosso coração, Deus nos atrai. O profeta Oséias dia assim: “Quando Israel era menino eu o ensinei a caminhar, eu o atrai com vínculos humanos.” O primeiro passo então é de Deus, nós não podemos ser semi-pelagianos, a primeira iniciativa é do Nosso Senhor, ele vem ao nosso encontro, ele nos atrai, é ele que nos ama. São Bernardo diz com toda clareza: ”todos os seres humanos são obrigados a amar a Deus sobre todas as coisas, no entanto para os cristãos é mais fácil.” Porquê? Por que nós sabemos que Deus nos amou, então nosso “amar a Deus sobre todas as coisas” não é uma iniciativa nossa, é um “redamare”, um amar de volta. Ele me amou, como é que eu não vou amar de volta quem me amou assim? É como diz Santo Agostinho: “quam modo tale amore no redamare” como é que eu não vou amar de volta um amor assim
  
   O amor de Deus nos impele, São Paulo nos diz: “Caritas Christ urget nos”  o amor de Deus nos fascina, e é por isso que quando nós meditamos o mistério da paixão de Nosso Senhor, quando nós vemos a vida de Cristo acontecendo na vida de seus Santos isso aquece o nosso coração é o contato com a palavra de Deus encarnada, com a palavra de Deus que se fez carne. Como dizem os apóstolos que caminhavam em Emaús: “Não ardia o nosso coração enquanto ele nos explicava as escrituras.” Esse ardor, essa atração de Deus que nos leva a Ele, esse é o primeiro passo, é a mãe que incita a criança a caminhar.

   Mas, uma ação de Deus tem que haver uma reação humana e a reação da criança é ver que quando a mãe diz: “vem meu filho, vem” a criança ergue os seus pequenos braços indo pra mãe, confiando. Quem já não viu essa cena? Quem já não viu a cena de uma criança está no braço de uma outra pessoa, de repente ela enxerga a mãe, ela já vai, já se joga, já ergue os seus braços e pede para ir, é a prece, é a oração, é o pedido, é a suplica, nós precisamos, atraídos pela graça de Deus, suplicar a graça, Senhor eu quero caminhar, quero ter a força, eu quero ter a graça, se nós não pedimos a intervenção divina, a coisa fica muito difícil, é necessário que nós tenhamos essa consciência: Eu preciso pedir, creio Senhor, mas aumenta minha fé. Se minha fé é pequeniníssima como um grão de mostarda, ou menor ainda que um grão de mostarda, porque o Nosso Senhor disse que se nossa fé fosse pequena como um grão de mostarda iriamos remover montanhas, ao ver que nós não conseguimos nem remover pedras quanto menos montanhas, vemos que a nossa fé é minúscula. Eu creio Senhor, nós já cremos, sim, porque querer crer já é crer de alguma forma, quando eu quero crer eu já estou crendo, a ação da graça já atuou em mim, mas querer crer é alargar o nosso coração, é pedir, é fazer uma prece, uma suplica ao Nosso Senhor, que ele venha em nosso socorro. Peça, quando você ver o seu coração incrédulo, diga: “Senhor eu quero crer.”, quando você ver o seu coração desesperado ou presunçoso: “diga Senhor eu quero esperar.”, quando você ver o seu coração egoísta, avarento, fechado, sem castidade, usando os outros, se aproveitando diga: “Senhor eu quero amar, eu quero.”

   Esse ato de vontade que já foi suscitado pela graça de Deus que me atraiu, pela graça de Deus que me fascina , pela graça de Deus que me toca, o primeiro passo é sempre de Deus mas o segundo passo precisa ser seu, você precisa reagir, você precisa pedir o aumento dessa graça, então a mãe atrai a criança mas a criança precisa erguer os seus bracinhos e pedir a intervenção da graça de Nosso Senhor, mas não para por ai, quando eu peço a graça, a mãe bondosa ouve o meu pedido, sim, Deus vem ao meu encontro e então, Ele ergue a criança. “Quando Israel era menino eu ensinei a caminhar” a mãe que sustenta a criança pelas suas mãozinhas, quem faz toda a força é a mãe, quem dá todo equilíbrio a criança é a mãe, quem sustenta o peso da criança é a mãe, é a ação da graça é a virtude, nós precisamos crer que existe uma intervenção Divina, nós precisamos acreditar nisso, nós não somos pelagianos que acham que Jesus deu somente um exemplo, imagine se Jesus só tivesse dado o exemplo, nós seriamos esmagados pela exigência de seguir esse exemplo, porque se ele amou assim nós olhamos para a nossa debilidade, a nossa fraqueza, a nossa miséria e vemos que nós damos conta de amar assim, nós não conseguimos amar assim, então é que precisamos de uma força que vem do alto, é a ação de Deus, Ele me sustenta, Ele carrega o peso, Jesus é o nosso Sirineu, aquele que carrega o peso de nossa cruz porque não damos conta de carregar o peso, de tal forma que quando eu sofro na cruz, não sou eu quem sofro, é Cristo que sofre em mim, é ai que nós podemos dizer como São Paulo: “Vivo, mas não eu. Cristo vive em mim.” É ai que eu posso realmente dizer como São Paulo, com Nosso Senhor Jesus Cristo “cocrucifixi cum Christo” eu estou Co-crucificado, São Paulo chega a criar uma palavra que não existe, “eu sou crucificado junto com ele”.

  Então, nesta ação divina, que me sustenta que me ergue, que faz com que a criança ande, existe o quarto passo, que é a reação da criança, a criança precisa mexer as pernas, sim, a mãe levanta a criança pelas mãozinhas, mas se a criança não mexer as pernas ela num vai a lugar nenhum, a mãe não vai arrastar a criança, ela precisa dar os seus passos, passos frágeis, trôpegos, com aquelas pernas cambaleantes, trançando as pernas, mas a criança precisa se esforçar, eu preciso reagir a graça de Deus, então vejam, são quatro passos, muito simples de se aprender, mas um desafio pra vida, Deus me atrai, número um, número dois: eu peço a graça; atraído por aquela beleza eu digo: “eu quero isso para mim, eu quero esse amor para mim, eu quero viver essa vida divina, essa vida extraordinário” A suplica, o pedido, a prece, batei e abrir-se-vos-á, se você não pede você não recebe, se você não procura você não encontra, então a graça responde, Deus vem ao nosso encontro, Deus se fez carne, e assim como ele se fez carne no ventre de Maria ele pode se fazer carne no seu coração, todo Cristão deve imitar Maria, colocando-se a disposição para que o Verbo se faça carne, e então você vai ser como, diz Santa Elizabete da Trindade, uma humanidade supletiva, uma humanidade a mais colocada em Cristo, como membro do corpo de Cristo ele vai agir em você, ele vai agir com a sua graça, é o número três, é a ação da graça de Deus, mas, número quatro, você precisa corresponder a essa graça fazendo também o seu esforço, é assim que as virtudes da fé, da esperança e da caridade, são virtudes infusas, são virtudes teologais, são virtudes dadas por Deus, mas tem que haver uma cooperação do homem, é muito diferente isso que eu estou dizendo, esses quatro passos, da atração divina, prece do homem, intervenção da graça e correspondência do homem.

   Esse quarto passo é muito diferente do que você pensar que você é um marionete na mão de Deus, um marionete não faz esforço algum, o marionete  não corresponde,  marionete é pura passividade, nas mãos do artista quem está realmente agindo não é o marionete, mas nós não somos marionetes de Deus, nós podemos e devemos corresponder.
 
   Deus que pode criar tudo, tem algo que Ele não pode criar, Ele não pode criar o amor em você, sim, Ele espera de você o amor porque o amor tem que ser livre, se eu pegar uma faca encostar no seu pescoço e disser: “ama-me!” naquele momento torna-se impossível, porque o amor ou é livre ou então ele não é amor, então Deus pode te dar a graça, pode te erguer, pode te dar todos os bens e intervenções divinas necessárias para que você ame, mas se você não  mexer as pernas e amar, caminhar, dar os seus passos, por trôpegos que sejam, você jamais irá conseguir amar a Deus, exige algo da sua liberdade, então vamos entrar nessa dinâmica do amor, fé esperança e caridade essas três grandes virtudes teologais, sem as quais não é possível agradar a Deus, fé, esperança e caridade.

   Que Ele venha ao nosso encontro, nos atraia com seus vínculos de amor e assim poderemos corresponder ao amor eterno com o qual fomos amados. “quam modo tale amore no redamare” Como é que eu não amarei de volta um amor grande assim?

sábado, 11 de agosto de 2012

Casamento em Crise


   

O que fazer com um casamento, uma vez que o sentimento desapareceu?
    A primeira coisa que gostaria de dizer é o seguinte, o amor não é sentimento, e se o sentimento está acabando, graças a Deus, agora chegou a hora de você finalmente amar sua esposa, ou seu marido.
   Deixe-me explicar, Vamos entender como é que é o ser humano, o ser humano ele é feito de corpo e de alma, agora os animais não tem alma, os animais não tem alma espiritual e por isso não são capazes de amar, mas os animais são capazes de sentir, ou seja, o cachorrinho fica todo cheio de sentimentos e excitações sexuais por ver a cachorrinha, então é claro, os animais sentem, os animais tem sensações físicas e corpóreas, mas o corpo é algo que sozinho não é capaz de amar.
   O ser humano é essa forma extraordinária de maravilhosa de a alma viver com o corpo, ou seja, de a matéria conviver com o espírito, isso quer dizer que nessa sinfonia de matéria e de espírito, de corpo e de alma, nós podemos fazer algo que só Deus é capaz, nós podemos amar.
   E o que é o amor? O amor foi revelado por Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz, o amor é uma aliança, um pacto, um testamento, uma nova e eterna aliança, um pacto em que duas pessoas se unem e dizem: “eu amo você, apesar de você, eu amo e vou dá a minha vida para que você encontre a felicidade eterna junto de Deus.”
   Este é o amor verdadeiro, então vamos ser bem concreto na situação que propusemos, veja, você se casou, encontrou sua namorada a algum tempo atrás, teve grandes sentimentos por ela, noivou, casou e agora você está em crise por que o sentimento sumiu.
   Mas veja só, o sentimento sempre some em tudo, porque o sentimento é algo do corpo, é algo que está ligado ao físico, veja, é claro que não estamos tratando apenas de sentimento sexual, de instinto sexual, estamos falando de afeto, o afeto está desaparecendo, mas saiba que afeto é sensação, e toda sensação é física, o afeto irá desaparecer porque o nosso corpo não é capaz de sustentar a mesma realidade o tempo todo, o nosso corpo é feito de subidas e descidas e muitas vezes é feito de um verdadeiro declive.
   Você veja, por exemplo: você come pudim pela primeira vez: “puxa vida, que coisa gostosa!” na segunda fatia não é a mesma coisa, e quando na semana seguinte você tenta reproduzir aquela mesma experiência do início você não é capaz.
   Se isso é verdade com relação ao pudim, quanto mais não será verdade em relação à experiência afetiva.
   Você se enamora pela menina, na noite em que você a conhece sai faíscas dos seus olhos, depois você namora durante um ano, e um ano depois você já vê que não é bem a mesma coisa, vocês estão no vôo da galinha, é um vôo que vai baixando de nível. Cinco anos depois você já começa a ver os defeitos dela de tal forma que você precisa fazer uma força pra sentir alguma coisa. Dez anos depois as coisas evaporaram, e o casal entra em crise, e o casal começa a se perguntar: “o que é que houve de errado?” e começam aquelas acusações: “eu não sou feliz por sua culpa!”, “eu não sou feliz e a culpa é sua!”, pois bem, saibam: isso é o roteiro, não é que isso pode acontecer, isso vai acontecer! Com toda probabilidade acontecerá, mas é ai, quando os sentimentos vão diminuindo, é ai que entra em ação o verdadeiro amor.
   O verdadeiro amor é uma aliança, uma aliança em que eu digo: “eu não desisto de você, apesar de você! Eu não sinto, mas eu amo!”, ou seja, eu dou algo de mim, veja é importante ver aqui a grande diferença entre a doação que é o amor, e um prazerzinho egoístico, se eu estou com essa pessoa porque ela me dá prazer, então na verdade, o meu casamento é uma espécie de masturbação a dois, eu vou lá porque eu sinto um prazerzinho, quando o prazer desaparece. Quando o prazer evapora, aí é que você é capaz de amar e de ter aquele amor desinteressado.
   É assim também na nossa vida espiritual, quando você se converte é um prazer rezar, você tem sensações alegres na oração, é bom está ali com Deus, de repente as sensações vão diminuindo, ai você diz: “tem alguma coisa errada, eu não estou mais sentindo Deus”, mas não tem nada de errado, é o corpo que não consegue sustentar aquelas sensações, e você, na sua vida espiritual, precisa agora ir lá à frente do sacrário e dizer: “Deus, eu não quero está aqui, eu não acho bom está aqui, mas eu estou aqui porque eu Vos amo.”
   Isso é o verdadeiro amor, é entrega, é doação, pois bem, isto deve acontecer também no seu casamento, é o momento da perseverança, é o momento da renuncia de si, é o momento em que nós notamos em que um casamento vai para frente mais por causa de Deus do que por qualquer outra coisa, se você chegou naquele momento em que você diz: “olha, eu só estou com essa pessoa por Deus.” Então você chegou ao ponto de amar.
   Onde é que acontece então o amor verdadeiro? O Amor verdadeiro acontece quando eu, esquecido de mim, dou a Deus a pessoa que eu amo, e desejo verdadeiramente que essa pessoa seja feliz em Deus. Amar uma pessoa é querer que ela um dia esteja no céu, amar uma pessoa e desejar a salvação eterna dela, esse é o verdadeiro amor, porque o amor deseja o bem, o amor perfeito deseja o sumo bem, e qual é o sumo bem? O sumo bem é ver a pessoa com Deus.
   Pois bem, eu me dou, eu me entrego, eu sou capaz de renunciar à alguma coisa para que aquela pessoa esteja mais próxima de Deus, para que aquela pessoa vá se aproximando de Deus cada vez mais, então, é ai que acontece o milagre, o milagre do amor.
   Vamos olhar, o casalzinho que acabou de se conhecer na danceteria, na boate, na balada, e o casal que está casado a cinqüenta anos, quem tem mais sentimentos? É evidente o casal que acabou de se conhecer. O casal que está casado a cinqüenta anos os sentimentos evaporaram. Mas quem tem amor? Os casais que estão a cinqüenta anos juntos, quantas e quantas vezes, quando um morre o outro morre logo em seguida porque não consegue entender a própria vida sem o outro. Ali, ali se dá o verdadeiro amor, ali se dá o amor que perseverou, em aliança eterna, mesmo quando os sentimentos evaporaram.
   Então, se os seus sentimentos evaporaram e você hoje vê que não tem mais o sentimento que tinha pela sua esposa ou pelo seu marido, é sinal de que chegou o tempo, chegou o tempo oportuno, chegou o tempo favorável, não perca essa chance, agora chegou a chance de você finalmente amá-la ou amá-lo.

domingo, 5 de agosto de 2012

Quem pergunta quer resposta (06)- Tatuagem e Piercing, existe base na Bíblia que proíba?




   Primeiro, essa mania de procurar base na Bíblia pra tudo é um mau vezo protestante, ou seja, nós podemos e devemos apreciar a Bíblia e se a Bíblia tem uma resposta direta, então, claro, nós vamos ter em alta estima essa resposta direta da Bíblia, mas a Bíblia não vai responder tudo.
   Então, nós aqui não temos que olhar tanto para a Bíblia como versículos, mas temos que olhar para a Bíblia enquanto caminho moral que ensina a Igreja por onde caminhar, e a moral da Igreja está solidamente colocada no catecismo da Igreja Católica.
   Se você for olhar no catecismo da Igreja Católica você vai notar que no comentário a respeito do quinto mandamento, não matarás, existe também o pecado de quem atenta contra o próprio corpo, ou seja, de quem faz algo que prejudica o seu corpo, como a mutilação, ou seja, algo que tira a saúde, então o “não matarás” vale também para nós mesmo.
   É baseado um pouco nessa realidade que nós podemos já falar, desde agora, daquilo que é uma cultura sadomasoquista que está sendo implantada de uma forma cada vez mais clara em nossa sociedade, deixe eu explicar pra você, antes de eu chegar lá no piercing e também na tatuagem.
   Veja, pelo pecado original a nossa forma de amar está doente, Deus nos colocou nesse mundo para nós amarmos uns aos outros, nós precisamos nos amar, e amar quer dizer, de alguma forma eu morrer pelo bem do outro, mas o pecado original fez com que se inserisse uma idolatria no nosso jeito de amar, de tal forma que o nosso jeito de amar tende a ser sempre um jeito de amar em que existe um senhor e um escravo.
   Você pode ver: quem tem namorado, namorada, casado ou também tem amigos, nas amizades também acontece isso, você pode ver que as pessoas com quem você se dá bem, de uma forma geral, você pode descrever a sua relação com aquela pessoa como uma tendência de um dominar o outro ou muitas vezes uma briga para que um domine o outro, é a coisa do senhor e escravo, e essa coisa do senhor e escravo quando a gente leva para um extremo, quando você alimenta essa serpente, ela se torna uma víbora gigante que se chama sadomasoquismo.
   O sadomasoquismo é uma forma doente de amar, onde um senhor provoca dor e mutilação no outro e um escravo sente prazer de ter um dono e de ser mutilado, pois bem, existe essa cultura na base do piercing, na base do piercing existe essa realidade de que: “eu acho erótico, eu acho sexy, eu acho interessante a mutilação, mutilar o meu corpo é legal”, e isso não pode ser sadio espiritualmente.
   Não pode ser sadio espiritualmente você profanar o seu corpo que é templo do Espírito Santo com a mutilação, porque é sexy você colocar piercing no umbigo, na orelha, na língua ou até nos órgãos genitais.
   Veja que atrás da cultura do piercing, existe uma cultura do erotismo, claro, a pessoa que põe um piercing acha aquilo sexy, agora eu pergunto: “porque é sexy a mutilação? Não existe algo de doente nisso? Não existe algo de mal em você provocar no seu corpo uma deformação?
   E ai nós podemos passar para a tatuagem, a tatuagem também, vejam, eu não vou entrar aqui num outro aspecto da tatuagem que eu acho auto-explicativo, é evidente que as tatuagens que tem temática pagã ou satanista não são cristãs, você colocar tatuagens no seu corpo de deuses pagãos, de satanás, de morcegos, caveiras e coisas que incitam para a morte e para o sadomasoquismo, é evidente isso ai já está explicado, não pode ser.
   Mas e porque não tatuar o rosto de Jesus, a cruz de Cristo, as iniciais da Virgem Maria, veja, em si mesmo, isso não é proibido, mas o problema é a cultura na qual isto se insere, a cultura na qual a tatuagem se insere é essa cultura de deformação do corpo, por isso, se nós considerássemos isoladamente o fato do piercing e o fato da tatuagem em si a coisa não nos parece que seja excessivamente má ou que tenha uma maldade em si, afinal o que é que é fazer um buraquinho na orelha, um buraco na língua, a Igreja não aceita a tantos e tantos séculos a prática das mulheres de fazer uma pequena perfuração na orelha para colocar um brinco, a Igreja aceita, então porque não aceitar um buraco maior? Existe a cultura dos povos indígenas que também fazem “piercings” por assim dizer, até muito maiores, mas a Igreja aqui ela não olha para o fato
   Eu quero que você entenda o que é um pecado, o pecado gente, não é uma coisa do corpo, o pecado é uma invenção angélica, o pecado foi inventado pelos anjos, não fomos nós seres humanos que inventamos o pecado, quem inventou o pecado foi satanás e seus demônios, portanto o pecado é uma coisa espiritual, então o problema não está no que você faz fisicamente, o problema está no que você está fazendo espiritualmente.
   Veja, pra ficar bem claro pra você o que eu estou dizendo: uma mulher e um homem que estão tendo uma relação sexual, é pecado sim ou não?
   Bom, depende, se os dois são casados e tem uma atitude espiritual de viver o sexo num compromisso, para sempre, de um amor responsável, fecundo, e vivem o sexo de forma sagrada, abençoada no Santo Matrimônio, isso não é pecado, agora o próprio Santo Agostinho nos recorda que o ato que a prostituta realiza e o ato conjugal é idêntico, e onde está a diferença?
   A diferença está no espírito, não é o corpo que peca, quem peca é a alma, e é por isso que já que é a alma que peca, você tem que entender que para dizer se um piercing é ou não pecado, e se uma tatuagem é ou não pecado você tem que olhar para atitude espiritual que está por trás.
   E o contexto espiritual do piercing e da tatuagem na cultura ocidental, que é de matriz cristã, é um contexto de revolta, isso é muito importante, é a atitude de revolta revolucionária, onde eu quebro, rompo com os parâmetros tradicionais e então apelo para um novo mundo, um novo jeito de ser, e esse novo jeito de ser que infelizmente não é muito bonito não, porque é um novo jeito de amar todo marcado pelo sadomasoquismo.
   Então o que é que é uma tatuagenzinha? Em si não é nada, mas a tatuagem está numa espécie de declive espiritual, você começa com a tatuagem, começa colocando o nome de Jesus e Maria no seu corpo, daqui a pouco você começa a venerar coisas dessa cultura sadomasoquista, destruidora que vai destruindo nossa forma de amar, cai num erotismo, vejam que o que está na moda não é fazer tatuagem de Jesus, o que está na moda é fazer tatuagens em partes eróticas, por exemplo, as mulheres colocam tatuagens em algum lugar para salientar e fazer as pessoas olharem para os seios, ou para o seu quadril, ou para algum lugar perto dos órgãos genitais, e assim vai. Os homens fazem a tatuagem para salientar os bíceps, os músculos, para salientar sua força física, existe sempre atrás disso um erotismo que caminha para a degradação da nossa forma de amar.
   Por isso não procure a moralidade ou a imoralidade de uma coisa somente no fato físico, o pecado é sempre uma realidade do espírito, o pecado é sempre algo no seu espírito.
   Porque o pecado é sempre buscar felicidade onde ela não se encontra, procurar Deus onde ele não se encontra, então é isso que vai dizer se algo é pecado ou não.
   Na tatuagem e no piercing existe uma atitude espiritual de não respeito pela ordem de Deus, a criação de Deus, a forma que Deus nos deu para amar, existe uma atitude também de profanação e dessacralização daquilo que é o templo de Deus, o seu corpo, obra maravilhosa da criação, que, lembre-se vai ressuscitar e também entrar no céu para glória de Deus por todos os séculos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Feminismo, o grande inimigo da mulher

 
 Irmãos e irmãs hoje vamos falar sobre o maior inimigo da mulher, o feminismo.
   O feminismo, sem dúvida alguma é o maior inimigo da mulher porque está desmontando a imagem da mulher tal qual Deus a criou, trata-se de uma revolta contra a natureza do feminino é um ódio contra tudo o que é feminino, ou seja, se a mulher é muito parecida com o homem então ela tem “valor”, a mulher que “vale” é a mulher que tem uma vida empresarial e um sonho de carreira, a mulher que “vale” é a mulher que não engravida, a mulher que “vale” é aquela que usa calça comprida e tem todos os trejeitos de um grande e decidido macho empresarial, esta é a mulher que “vale”.
   Pois bem, isto não é uma mulher, isto é uma caricatura de mulher e exatamente aqui está o desmonte sistemático que a atual onda de cultura revolucionária está fazendo em relação à mulher, não é novidade para ninguém que essa batalha cultural que nós estamos vivendo entre o Cristianismo e a nova ética mundial, a nova ética da elite globalista, esta batalha que há entre o mundo e a visão de mundo Cristã e a visão de mundo de uma modernidade louca, essa batalha se trava muito concretamente dentro da sua e da minha família, ou seja, a guerra cultural ela não é algo que está longe de nossa casa, ela está dentro do nosso lar, está no nosso dia a dia, está moldando os nossos relacionamentos familiares, e quando você consegue destruir a imagem da mulher você consegue destruir a família inteira, porque os relacionamentos ficam todos desequilibrados.
   Então é por isso que essa nova ética satânica ela leva em consideração a mulher de uma forma primordial, aqui se cumpre a profecia: “porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a sua descendência.”
   Existe uma inimizade entre satanás e a mulher de tal forma que satanás quer em primeiro lugar destruir a mulher, quer em primeiro lugar fazer dela, um simulacro de mulher, uma falsa feminilidade, e aqui é por isso que a Virgem Maria e satanás são antagonistas irreconciliáveis.
   E as mulheres precisam tomar partido, precisam saber se irão ficar com a mulher do apocalipse, aquela revestida de Deus, ou seja, revestida de sol, que tem a lua debaixo de seus pés, ou seja, que pisou na morte, ou se irá ficar com a serpente, com o dragão que será acorrentado e destruído no fim dos tempos, meus irmãos é uma decisão, mas vamos ser mais concretos, em que consiste essa decisão da mulher?
   Vejam que uma obra de engenharia social tem feito com que lenta e gradualmente a mulher seja desmontada na sua própria natureza, faz parte da natureza da mulher, por exemplo, que ela queira ter filhos, é o instinto da menina; os meninos sempre procuram jogos um pouco desleixados e até violentos, se você der um boneco para eles, eles são capazes de destruir o boneco, a menina é completamente diferente, instintivamente, sem que ninguém a tenha ensinado, ela ver uma boneca e diz: “ahhh ela está com fome”, “ah, ela está querendo dormir.”
   A maternidade instintiva que está na mulher, pois bem, tudo isso está sendo destruído, desmontado, de tal forma que agora, nas novas gerações, nós já temos uma coisa que era impensável em gerações passadas: que são as mulheres que não tem a mínima vontade de ser mãe.
   Uma mulher que não tem a mínima vontade de florescer na maternidade é uma mulher que não alcançou a sua maturidade, é uma mulher que não chegou a ser mulher.
   Faz parte da mulher essa doação de ser mãe, então, enquanto antigamente se davam bonecas para as meninas para elas brincarem, o que é que se faz com as meninas hoje ao invés de dar boneca? “não, temos que criar uma nova mulher”
   Aí você dá para ela espelho, batom, mini blusa, mini saia, ensina a dançar “o tchan” e ai pronto, você tem uma mulher.
   Desculpem-me, mas a cinqüenta anos atrás as prostitutas se vestiam com mais decência do que muitas de nossas filhas, me desculpem a clareza, mais infelizmente nós temos que nos ruborizar, nós temos que nos envergonhar dessa verdade. As mulheres estão sendo educadas para fazer sexo sem compromisso, como se fosse parque de diversões, como se aquilo não tivesse nada a ver com a vida.
   Sexo tem a ver com vida, sexo tem a ver com maternidade, agora, desde pequenina a gente põe na cabeça da menina que é uma escravidão ser mãe, que ser mãe é terrível, que filho da trabalho, filho não é bom, filho é uma desgraça, filho vai atrapalhar sua carreira, filho vai impedir você de ir pra universidade, filho vai impedir você de trabalhar, filho vai impedir você de ir para as férias em Cancun, o filho vai deformar seu corpo, você vai ficar com a sua barriga flácida, com a suas mamas deformadas, então, aqui nós temos a total deformação da mulher o ideal de beleza que se coloca para as nossa filhas é o ideal da mulher estéril.
   Quando você bota aquela modelo magrinha, que nunca teve um filho, que nunca teve corpo de mãe, que pode ter 40 anos de idade, que seja, mas ela tem um corpinho de uma adolescente de 14 anos, isto é, a exaltação da esterilidade como ideal feminino, ou seja, bonito é a mulher estéril, bonito é um ventre que se tornou um túmulo, bonito é não ter filho, bonito é ser independente e ser feliz fazendo sexo como se fosse um parque de diversões.
   Meus queridos, isso destrói a mulher, porque na própria natureza da mulher está o fato de que quando ela quer uma relação sexual ela quer antes da relação um vínculo afetivo, faz parte da mulher ser recatada sexualmente exatamente por isso, porque na própria natureza que Deus criou, a mulher sabe que o sexo tem uma conseqüência e essa conseqüência chama-se gravidez, e a gravidez sem  um vinculo anterior faz com que ela termine com uma criança sem pai, o que é um fardo, que é algo ruim.
   Então hoje ao desvincular sexo de vida, sexo de reprodução, ao desvincular o sexo dos nascimentos de pessoas nós estamos aqui fazendo uma cisão dentro da própria mulher, as nossas filhas vão tendo relações sexuais irresponsáveis e se machucando cada vez mais, quantas mulheres deprimidas, destruídas, “neurotizadas” por causa dessa agenda louca do feminismo, porque?
   Porque ela quer se realizar tendo filhos, mas: “não, você não pode ter filhos, filho é escravidão, gravidez é escravidão, gravidez é uma desgraça”, todo mundo nota a revolta e a rebeldia contra a ordem da criação.
   Você está revoltada, minha filha, contra Deus que fez você assim, não se revolte contra Deus, veja a beleza que Deus fez, Deus te deu a capacidade de gerar a vida, o seu ventre é o santuário da vida, ali acontece o milagre da criação, ali Deus cria almas do nada, quando o espermatozóide se une com o óvulo dentro do ventre da mulher, ali acontece o milagre da criação e Deus diz: “faça-se uma alma”.
   Agora este santuário da vida, o milagre da criação está sendo transformado cada vez mais em túmulos, esta é a realidade, esta é a grande verdade, é só ver o que se fala sobre a questão dos abortos, mas não somente esses, mas também os abortos “ocultos” que acontecem quando as mulheres tomam pílulas anticoncepcionais.
   Além dessa realidade, nós vemos que ao jogar a mulher no mundo do trabalho o feitiço se virou contra o feiticeiro, ou seja, o direito da mulher de trabalhar transformou-se no dever da mulher de trabalhar, porque o mercado de trabalho está tão saturado que agora você tem uma quantidade enorme de pessoas dispostas a trabalhar por uma remuneração menor, então o que acontece? Acontece que os salários baixam, e baixando os salários, evidente, que não basta somente o homem trabalhar a mulher tem que também trabalhar.
   Mas se você for fazer uma pesquisa no meio das mulheres você irá encontrar que a maioria das mulheres estariam dispostas a trabalhar menos, a ter um emprego somente de “part-time” ou seja, de metade do expediente para ter mais tempo com os seus filhos, para ter mais tempo para sua casa, por exemplo faz parte da própria natureza da mulher querer ter a sua casa arrumado, querer decorar a sua casa, querer cuidar de sua casa, quando por exemplo a visão feminista colocou que o homem deve trabalhar nos serviços domésticos e cuidar dos filhos da mesma forma que a mulher a visão feminista não considera o seguinte: tubo bem, o homem pode ajudar a lavar os pratos e arrumar a casa, o homem pode ajudar a trocar as fraudas das crianças e colocá-las pra dormir, sem dúvida algumas. Só que tem uma diferença, minha irmã, você precisa fazer isso para sua realização pessoal, porque uma mulher que não cuida de sua casa é uma mulher frustrada, enquanto o homem, se ele não decorar o seu apartamento ou o seu quarto, para ele não é uma frustração extraordinária, mas se você, mulher, não arrumar a sua casa, não tiver o seu cantinho, não tiver o seu aconchego, se você não despender energia fazendo isso, você não se sente bem. O homem pode cuidar de seus filhos, mas se você quiser se realizar como pessoa, você mulher, tem que saber que você precisa cuidar de seus filhos, para sua própria felicidade.
   Agora claro, existe ai um cansaço, existe ai uma cruz, existe ai uma doação, mas que novidade? Existe cruz, cansaço e doação em tudo aquilo de bom e bonito que nós encontramos nas nossas vocações, a diferença é que quando a vocação é verdadeira a cruz ela é carregada com uma alegria, quando a vocação é verdadeira existe uma alegria na doação.
   O problema é que nós estamos envenenando as mulheres cada vez mais, envenenando-as cada vez mais com a ideologia, contrária a natureza, de que ser mulher é ruim, ou seja, tudo aquilo que Deus fez e deu a mulher como bom, bonito, saudável e Santo, o feminismo quer destruir. Engravidar, pro feminismo é escravidão, ter filhos e cuidar deles é subserviência, colocar-se a disposição do lar, ser verdadeiramente uma mãe, a senhora de sua casa isso daqui é impensável.
   As mulheres têm que ir ao mercado de trabalho para competir com os homens até que finalmente nós cheguemos ao ponto de que as mulheres tenham o mesmo teto salário que os homens, e que possamos equiparar que os homens são tão bem remunerados quanto às mulheres, o feminismo pensa que é por isso que precisa lutar, é isso que precisa alcançar.
   O problema das feministas é que a maior parte delas, perdeu a sua alma feminina, não é absolutamente de espantar que as maiores líderes dos movimentos feministas sejam, infelizmente, todas lésbicas, ou seja, perderam a alma feminina, perderam o sabor de ser mulher e gostariam na verdade ocupar o lugar dos homens.
   O maior inimigo das mulheres é o feminismo, não estou aqui condenando nenhuma lésbica, dizendo: “você é uma perversão e uma desgraça” não estou dizendo isso, o que eu estou dizendo é que a Igreja sente por você profundo amor e compaixão, por isso, a Igreja convida você a se reconciliar com sua alma feminina, assim como convida a todas as mulheres, não há descriminação, esse chamado não é só para as mulheres homossexuais, esse chamado é para todas as mulheres, para que todas elas se sintam convidadas realmente a voltar para sua identidade feminina, voltar para o projeto de Deus e sair dessa atitude de revolta que não somente está destruindo as mulheres, mas destruindo também as nossas famílias.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santo do dia (25/07) - São Tiago, o maior





Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor". 

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras. 

Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Mais tarde, voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte. 

O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo. 

No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de são Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível. 

Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a são Tiago, o Maior, com isso a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé. 

Essa rota, conhecida como "caminho de Santiago de Compostela", foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi venerar as relíquias do apóstolo são Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.


São Tiago, rogai por nós.


Paz e bem!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Considerações sobre o Rock

 

   No meu texto da semana passada falava de uma cultura neo-pagã, que venera, já não mais o prazer, έρως (Eros), a vitalidade, mas agora venera a morte, a destruição, esse foi o assunto do texto passado.

   O assunto do texto passado era um fato inegável que ao redor de um fenômeno como o rock in rio existe essa cultura neo-pagã, e que ela está sendo colocada, propagandeada, proposta e servida para os nossos jovens como algo de bom e de positivo, este era o tema do texto passado, quer confirmar? Leia denovo, agora que eu expliquei.

   Acontece que algumas pessoas não conseguem não suportam que alguém lhes mostre a verdade, ou seja: "ah não! Acontece que eu gosto do ritmo rock, e o ritmo rock não tem nada a ver, eu vou lá, eu fui ao rock in rio, mas eu não tenho nada a ver com aquela cultura neo-pagã, eu não tenho nada a ver com aquela cultura de morte"

   Meu irmãozinho, como não tem nada a ver? Como é que não tem nada a ver quando você vai lá, você subsidia, você paga, você está dando audiência, dinheiro, tempo para todas essas bandas que promovem este tipo de cultura, por mais que você seja santo, por mais que você seja católico, por mais que você diga: "ah, eu não venero a morte, a destruição, a mutilação, as drogas, o sexo orgíaco desregrado, etc.."

   Você não faz nada disso, muito bem, agora pense bem e negue, negue que isso não está sendo promovido por eventos como o rock in rio, vai negar?

   Ou seja, você pode até mentir para os outros, mas sabe qual é a dificuldade pra você, não da pra você mentir pra você mesmo, não da pra você mentir que você ta brincando com fogo.

   Eu to falando de uma cultura, uma cultura inteira, que está promovendo morte e destruição, ou você vai negar isso?! Então faça o favor de parar de mentir pra você, e ouvi a voz de sua consciência, você está brincando com fogo! Eu estou falando de uma cultura de morte, uma cultura de veneração da morte que se manifesta em coisas bem especificas. E o ritmo rock entra nessa cultura.

   Vamos fazer a listinha dessas coisas bem especificas ai você se pergunte se sinceramente você pode ser cristão católico e continuar venerando essas coisas:

1-      Sexo desregrado, auto destruidor, pessoas que fazem orgias, que tem relações sexuais querendo se machucar, isto existe, isto é real, eu não estou dizendo que você está fazendo, eu estou dizendo que você está na turma, você entrou na tribo.

2-      Drogas destruidoras.

3-      Veneração com tudo aquilo que é tenebroso, feio, disforme. Então se gosta de vestir roupas escabrosas, roupas feias, cortes de cabelos feios, piercings, mutilações tatuagens, você vem me dizer que isso é o culto da beleza divina.

4-      Depressão, o culto da tristeza, gostar de está mal, e

5-      Tudo aquilo que é revolta e desordem, desordem da ordem natural das coisas, por exemplo, o culto do sexo gay e dos relacionamentos gays como se isso fosse a vontade de Deus, aqueles beijos gay que foram dados no palco do rock in rio aquilo é propaganda.

   É essa a cultura da qual eu estava falando, se você sinceramente, pode responder diante de Deus que você não faz parte dessa cultura, então pare de andar com essa gente. Então, vem pra cá rapaz.

   Você diz assim: "não, mas eu uso o rock como apostolado, eu uso o rock porque eu vou lá, eu atraio essas pessoas que estão lá nessa cultura de morte, eu pego e uso um rock pra Jesus, ponho uma letra cristã e trago o pessoal pra cá."

   Muito bem, então se você está fazendo isso você tem que ter uma estratégia, e a estratégia não consiste em somente ir lá, qual é a segunda parte do plano? A segunda parte do plano é trazê-los pra cá, o que é que você está fazendo?

   Porque muita gente que cultua o rock cristão só se preocupa em ir lá, em agradar o mundo, em se adaptar ao mundo, em ser um cristão que não vai agredir o mundo, um cristão que não vai ferir o sentimento do mundo, por exemplo, o texto que eu postei semana passada falando do rock in rio geraria comentários nesse pessoal do tipo: "não, ele não pode fazer isso por que se ele quebrar os pratos, se ele disser as coisas as claras vai desagradar o mundo, vai fazer as pessoas se afastar de Jesus Cristo e se afastar da Igreja."

   Mas espera lá, que Jesus Cristo é esse que nós estamos propondo a essas pessoas? Ou seja, se você vai lá e veste Jesus Cristo de metaleiro, e faz com que Jesus Cristo defenda essa cultura da morte, que sabemos é condenável, para que Jesus Cristo seja mais aceitável, meu irmão isso não é mais Jesus, você acaba de inventar um ídolo, isso é uma deformação de Jesus Cristo.

    Então, olha a estratégia, se você vai lá e joga uma isca, dentro de uma isca tem que ter um anzol, senão o que você está fazendo é alimentando os peixes, somente isso, você não está pescando, se você simplesmente joga alimento, e vai alimentando, você está simplesmente dando mais alimento para eles, cadê o anzol? Cadê aquilo que vai fazer com que eles saiam dessa cultura de morte e vejam para a luz? Cadê a segunda parte do plano, tem alguma coisa errada, por quê?

   Porque para a pessoa simplesmente, ir a Igreja, continuar indo a Igreja, mas continuar cultuando a cultura de morte da qual ela fazia parte, continuar cultuando aquilo que é feio, aquilo que é desregrado, aquilo que é desordenado, que faz mal a saúde, que cultiva a morte, que vai contra a ordem de Deus, a ordem criada por Deus, existe alguma coisa errada nesse cristianismo, então, meu irmão, acorde, entenda que você está indo para um abismo, uma coisa muito feia, e que você está disfarçando, mentindo pra você mesmo, não minta pra você, o problema aqui é uma cultura de morte.

   Agora sobre o ritmo rock, então primeira coisa: e a primeira coisa que nós devemos tirar de nossa frente é o relativismo cultural, relativismo cultural é o seguinte: toda cultura é linda basta eu está acostumado com ela, isso simplesmente não é verdade. Toda cultura é edificante, toda cultura humana é digna de respeito basta eu está acostumado com ela, isso simplesmente não é verdade.

   Porque existe uma ordem criada por Deus, então vamos sair da ditadura do relativismo, entende, vamos sair do relativismo em que você decreta que uma coisa é bonita e eu tenho que engolir e aceitar que aquele negócio é bonito, então para a gente entender aqui e conversar a gente tem que entender que existe uma ordem e uma harmonia na criação e que a arte, a verdadeira arte, seja ela música, seja ela pintura, seja ela escultura, seja qualquer forma de arte, deve respeitar a ordem criada por Deus e exercer a criatividade artística, exercer a criatividade humana dentro daquela ordem e daquela harmonia, e a ordem ela é objetiva.

   Então, eu não sou cientista, mas não precisa ser cientista para você entender que existe uma ligação clara entre ritmos musicais, música e harmonia, da alma e do corpo, vejam, de todas as artes a música seja talvez aquela que mais diretamente afeta a alma, ou seja, afeta o seu estado de alma, afeta a forma como você vê a vida e encara as coisas, a forma como você está.

   Se você pesquisar e for atrás de estudos científicos que falam daquilo que é a reação cerebral, ou seja, médicos, estudiosos do cérebro, neurologistas, já fizeram estudos a respeito da reação que existe entre a música e o cérebro, entre a música e o corpo, por exemplo coisas obvias, como os batimentos cardíacos, se você coloca para uma pessoa ouvir  Bach, Mozart, músicas clássicas, música barroca, musica clássica, os batimentos cardíacos da pessoa vão ficar mais tranqüilos, mais calmos, a pessoa é capaz até de superar dificuldades físicas e problemas físicos como a hipertensão.

   Feitos eletro-encefalograma de pessoas ouvindo música clássica e pessoas ouvindo rock o rock ele consegue afetar não somente os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea que altera, mas consegue afetar também as ondas cerebrais, a forma como funciona seu cérebro, isso não é subjetivo, não é questão de gosto, é questão de objetividade, agora, para que você entenda do que eu estou falando, eu estou falando aqui de um ritmo, de um gênero musical, mais do que ritmo, que toda uma família musical, então é evidente que aqui, quando eu faço um juízo a respeito desse ritmo, ele tem que ser matizado conforme as várias formas e família de rock, sub classes do rock, uma coisa, evidente, é Elvis Presley, mas é rock, outra coisa é Ozzy Osborne, o parentesco é simplesmente quase que só na palavra você quase que só pode dizer: "os dois são chamados de rock." Mas pergunta se o pessoal que é fã de Ozzy Osborne tolera ouvir Elvis Presley.

   E mesmo assim o juízo que eu estou fazendo ele serve tanto para Elvis Presley como para Ozzy Osborne, só que em graus diferentes, é evidente, você inteligente suficiente para ver que uma coisa é um folk rock como: "The answer, my friend, is blowin'in the Wind." Outra coisa é Ozzy Osborne cantando:  "cum on feel the noize." Entende, é outra coisa, "feel the noize" sinta o barulho,  ele é até sincero, o que ele está cantando não é música é barulho, tem até uma certa sinceridade no rapaz.

   Ou seja é uma coisa linda você assistir um cara que entra num palco e morde a cabeça de um morcego, olha que coisa mais cristã, veja que harmonia, que graça, que beleza, que coisa construtiva, evidente que aqui nós já estamos naquela nova cultura da adoração ao desespero, a morte, a tudo aquilo que é dark, a tudo aquilo que é tenebroso, que irá terminar levando ao satanismo.

   Agora os rebolados do Elvis Presley, sensuais, não estão ainda na cultura da morte clara, rasgada e plena, não, ele ainda está, digamos assim, cortejando o antigo paganismo, ou seja, o prazer erótico, só que acontece que, na própria carreira do Elvis Presley, como ele começou na década de 50, como um rapazinho bonitinho, em filmes, conquistando garotas e com seu pequeno rebolado, dançando e fazendo coisas bonitas, mas terminou sua vida num fenômeno glamoroso de autodestruição, será que foi por acaso? Sinceramente, fica difícil engolir essa.

   Então, vamos entender uma coisa, existe algo de objetivo na música, por exemplo, estudos mostram que bebês, crianças que são educadas ouvindo Mozart, ouvindo música clássica, conseguem aprender melhor, se concentrar melhor, ter melhor memória, o cérebro delas funciona melhor, agora coloque essas mesmas crianças ouvindo rock e o negocio é absolutamente perturbador, até as vacas sabem disso, porque?

   Porque uma equipe de médicos canadenses fez a experiência, colocaram um rock pras vacas ouvirem e elas produziram menos leite, depois colocaram música clássica para as vacas ouvirem e elas produziram mais leite que o normal, gente, se até vaca consegue entender que tem alguma coisa errada com o rock, porque que os não conseguimos entender?

   Porque nós estamos simplesmente divorciados do mundo real, porque nós decretamos que o feio é bonito, porque nós nos colocamos no lugar de Deus e: "eu acho que é bonito, porque tem que ser bonito, porque quem manda aqui sou eu!"

   Só que seu corpo não vai obedecer isso, seu cérebro não vai obedecer isso, a sua natureza não vai obedecer isso, porque quem manda no seu cérebro, no seu corpo e na sua natureza é Deus, ele fez, e ele fez para uma harmonia. Portanto, eu não estou dizendo aqui que você só pode ouvir música clássica, eu não estou dizendo isso, nós podemos fazer música moderna, sim, mas uma coisa é você fazer a música moderna respeitando a ordem das coisas, a harmonia das coisas outra coisa é você fazer uma música que por si mesma tem a finalidade de perturbar, tem a finalidade de fazer com que a pessoa fique agitada, perturbada.

   Essa tristeza mortal, essa agitação, essa irritação na qual você vive, você sinceramente tem certeza que isso não tem nada a ver com a música que você ouve o dia inteiro, com essa música ensurdecedora que você põe dentro de você o dia inteiro, se envenenando, você tem certeza que você não está pecando contra o quinto mandamento? Não matarás. Que você está se destruindo, e que você está aos poucos, sorrateiramente, imperceptivelmente sendo seduzido para uma cultura de morte, eu não estou dizendo que basta você ouvir rock que irá adorar satanás, na verdade eu no meu outro texto nem estava falando do rock, eu estava falando de uma cultura inteira da qual o rock faz parte.

    Mas já que estamos falando em ritmo agora, você veja que existe uma progressão no rock, ou melhor ainda, uma regressão, é algo desagregador, e eu não estou falando de rock progressivo não, eu só estou dizendo que uma coisa é um folk rock, que pode parecer até inofensivo mas que vai te seduzindo e vai te trazendo, e você vai passando para outros tipos de rock e assim por diante, até chegar àquilo que é claramente um movimento satânico, nós temos que entender isso, temos que entender que existe algo de errado em eu me revoltar contra a criação, e é aqui que está o exame de consciência que nós precisamos fazer, não há um a relativismo nas coisas.]

   Existem coisas relativas, sim! Por exemplo, eu posso, é muito relativo, eu posso preferir Mozart à Bach por exemplo, porque que é que eu prefiro Mozart, aqui estou falando pessoalmente, porque? Porque existem algumas coisas a respeito de Bach que não me agradam tanto, acho que Bach é muito matemático em certas coisas, segunda coisa eu tenho uma certa intolerância com o excesso de contra-ponto, ou seja, é um excesso musical é uma extravagância, onde claro, eu sei admirar a genialidade daquilo, mas tenho um certo limite de ficar ouvindo aquilo o tempo inteiro, mas isso é um limite meu, eu reconheço é relativo, tem gente que acha Bach a coisa mais extraordinária do mundo, certamente são pessoas que têm uma compreensão musical melhor do que a minha, eu já sou mais "burrinho" musicalmente e eu prefiro uma melodia com acompanhamento, entende? Uma certa quantidade de contraponto, sim, aceito, é bom, mas tem um certo limite.

   Por exemplo, quando nós passamos para um movimento romântico, Beethoven ainda é aceitável em muitas de suas obras, outras obras dele já começam a ser um pouco perturbadoras, quando nós caímos, por exemplo, em outras coisas como Chopin, Debussy e companhia ltda., sinceramente eu confesso o meu absoluto limite de tolerar certos cromatismos, e certa veneração romântica com a tristeza, a depressão, o sentimento de morte, existe algo ali também de revolta com Deus, e ali também eu acho que é algo objetivo, não é algo tão relativo assim.

   Mas se nós ficarmos nos movimentos clássicos, na trindade clássica, como Bach, Mozart e Beethoven, claro da para a gente ali discutir, "gosto mais disso, gosto mais daquilo" isso só pra ficar no âmbito da música clássica, existe algo relativo, existem gostos, não tenho dúvida nenhuma, mas tem uma outra coisa que a gente não pode negar, existe ali, nesses três autores um certo respeito por uma ordem pré estabelecida, existem criatividades, cromatismos, desrespeito as regras, sim! Muitas vezes Bach, Mozart e Beethoven desrespeitam regras, mas a genialidade deles está nessa criatividade onde existe uma harmonia básica, onde a tensão do desrespeito a regra está ao mesmo tempo em sintonia a uma ordem pré estabelecida, e assim por diante.

   Agora, a revolta pela revolta, o desrespeito a regra pelo desrespeito a regra, onde você, por exemplo, desrespeita todas as regras de harmonia, troca a harmonia por dissonâncias simplesmente porque você quer provocar algo de desagradável ao ouvido, quando você ao invés de provocar na pessoa sensações harmônicas prefere o som estridente e irritante, quando você ao invés de colocar ritmos que promovem uma certa harmonia no ritmo corporal e cerebral, você prefere ritmos martelantes que causem angustia, meu irmão, pode ser que você não entenda nada disso que eu estou te dizendo, mas existe alguém que entende, existem pessoas que entendem isso e sabem muito bem o que estão fazendo e estão fazendo em você, ou seja, você está sendo objeto de uma engenharia cultural, para desagregar e destruir aquilo que em você é o conceito natural de belo, de harmônico, de bom e de verdadeiro.

   E uma vez que entra nesse relativismo e aprendeu a chamar o feio de bonito, o desordenado de harmônico ai, você passou a fronteira e você pode daqui a pouco achar bom ao invés da vida a morte e ao invés de Deus satanás, é um declive, é um declive que nos leva até lá. Saia desse relativismo, as coisas não são tão relativas assim, existe algo de verdade objetiva, faça uma pesquisa na internet básica, você não precisa nem comprar livros muito profundos, você não precisa nem ter um pós doutorado em neurologia para compreender certas verdades, basta um pouco de sinceridade com você, eu posso dizer a você meu irmão e minha irmã, você que ficou chocado com meus textos a respeito do rock in rio e agora sobre o rock, eu posso garantir a você uma coisa, eu vou rezar por você, se eu fui duro é porque quero acordá-lo e lhe salvar do abismo para o qual você está indo, eu não estou condenando qualquer espécie de rock, totalmente, não é isso que eu fiz, eu só estou dizendo muito cuidado, muito cuidado porque vocês estão mexendo com fogo.

   Usar o rock para atrair pessoas para a Igreja pode ser o primeiro passo de uma tática interessante, mas ta faltando uma segunda fase, que é aquela fase que faz com que essa pessoa que estava numa cultura de morte começa a voltar para a vida, comece a se vestir de forma mais harmônica, comece a desistir de mutilar o próprio corpo com piercing e transformar o corpo com tatuagens, que essa pessoa comece a pentear o seu cabelo de forma harmônica e não simplesmente para chocar, que essa pessoa começa a aceitar que existe uma ordem do Criador, que no fundo ela estava desrespeitando, essa é a conversão que é a segunda parte do projeto que eu vejo que muita gente está se esquecendo.

   Mas que Deus ilumine você, se eu transtornei você com meus textos eu peço perdão a você simplesmente por uma coisa, porque talvez eu não tenha feito isso a mais tempo, eu não tenha chegado a você em  tempo suficiente de evitar coisas piores, mas agora eu peço, vamos voltar pra casa!

Paz e bem.