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terça-feira, 24 de julho de 2012

Considerações sobre o Rock

 

   No meu texto da semana passada falava de uma cultura neo-pagã, que venera, já não mais o prazer, έρως (Eros), a vitalidade, mas agora venera a morte, a destruição, esse foi o assunto do texto passado.

   O assunto do texto passado era um fato inegável que ao redor de um fenômeno como o rock in rio existe essa cultura neo-pagã, e que ela está sendo colocada, propagandeada, proposta e servida para os nossos jovens como algo de bom e de positivo, este era o tema do texto passado, quer confirmar? Leia denovo, agora que eu expliquei.

   Acontece que algumas pessoas não conseguem não suportam que alguém lhes mostre a verdade, ou seja: "ah não! Acontece que eu gosto do ritmo rock, e o ritmo rock não tem nada a ver, eu vou lá, eu fui ao rock in rio, mas eu não tenho nada a ver com aquela cultura neo-pagã, eu não tenho nada a ver com aquela cultura de morte"

   Meu irmãozinho, como não tem nada a ver? Como é que não tem nada a ver quando você vai lá, você subsidia, você paga, você está dando audiência, dinheiro, tempo para todas essas bandas que promovem este tipo de cultura, por mais que você seja santo, por mais que você seja católico, por mais que você diga: "ah, eu não venero a morte, a destruição, a mutilação, as drogas, o sexo orgíaco desregrado, etc.."

   Você não faz nada disso, muito bem, agora pense bem e negue, negue que isso não está sendo promovido por eventos como o rock in rio, vai negar?

   Ou seja, você pode até mentir para os outros, mas sabe qual é a dificuldade pra você, não da pra você mentir pra você mesmo, não da pra você mentir que você ta brincando com fogo.

   Eu to falando de uma cultura, uma cultura inteira, que está promovendo morte e destruição, ou você vai negar isso?! Então faça o favor de parar de mentir pra você, e ouvi a voz de sua consciência, você está brincando com fogo! Eu estou falando de uma cultura de morte, uma cultura de veneração da morte que se manifesta em coisas bem especificas. E o ritmo rock entra nessa cultura.

   Vamos fazer a listinha dessas coisas bem especificas ai você se pergunte se sinceramente você pode ser cristão católico e continuar venerando essas coisas:

1-      Sexo desregrado, auto destruidor, pessoas que fazem orgias, que tem relações sexuais querendo se machucar, isto existe, isto é real, eu não estou dizendo que você está fazendo, eu estou dizendo que você está na turma, você entrou na tribo.

2-      Drogas destruidoras.

3-      Veneração com tudo aquilo que é tenebroso, feio, disforme. Então se gosta de vestir roupas escabrosas, roupas feias, cortes de cabelos feios, piercings, mutilações tatuagens, você vem me dizer que isso é o culto da beleza divina.

4-      Depressão, o culto da tristeza, gostar de está mal, e

5-      Tudo aquilo que é revolta e desordem, desordem da ordem natural das coisas, por exemplo, o culto do sexo gay e dos relacionamentos gays como se isso fosse a vontade de Deus, aqueles beijos gay que foram dados no palco do rock in rio aquilo é propaganda.

   É essa a cultura da qual eu estava falando, se você sinceramente, pode responder diante de Deus que você não faz parte dessa cultura, então pare de andar com essa gente. Então, vem pra cá rapaz.

   Você diz assim: "não, mas eu uso o rock como apostolado, eu uso o rock porque eu vou lá, eu atraio essas pessoas que estão lá nessa cultura de morte, eu pego e uso um rock pra Jesus, ponho uma letra cristã e trago o pessoal pra cá."

   Muito bem, então se você está fazendo isso você tem que ter uma estratégia, e a estratégia não consiste em somente ir lá, qual é a segunda parte do plano? A segunda parte do plano é trazê-los pra cá, o que é que você está fazendo?

   Porque muita gente que cultua o rock cristão só se preocupa em ir lá, em agradar o mundo, em se adaptar ao mundo, em ser um cristão que não vai agredir o mundo, um cristão que não vai ferir o sentimento do mundo, por exemplo, o texto que eu postei semana passada falando do rock in rio geraria comentários nesse pessoal do tipo: "não, ele não pode fazer isso por que se ele quebrar os pratos, se ele disser as coisas as claras vai desagradar o mundo, vai fazer as pessoas se afastar de Jesus Cristo e se afastar da Igreja."

   Mas espera lá, que Jesus Cristo é esse que nós estamos propondo a essas pessoas? Ou seja, se você vai lá e veste Jesus Cristo de metaleiro, e faz com que Jesus Cristo defenda essa cultura da morte, que sabemos é condenável, para que Jesus Cristo seja mais aceitável, meu irmão isso não é mais Jesus, você acaba de inventar um ídolo, isso é uma deformação de Jesus Cristo.

    Então, olha a estratégia, se você vai lá e joga uma isca, dentro de uma isca tem que ter um anzol, senão o que você está fazendo é alimentando os peixes, somente isso, você não está pescando, se você simplesmente joga alimento, e vai alimentando, você está simplesmente dando mais alimento para eles, cadê o anzol? Cadê aquilo que vai fazer com que eles saiam dessa cultura de morte e vejam para a luz? Cadê a segunda parte do plano, tem alguma coisa errada, por quê?

   Porque para a pessoa simplesmente, ir a Igreja, continuar indo a Igreja, mas continuar cultuando a cultura de morte da qual ela fazia parte, continuar cultuando aquilo que é feio, aquilo que é desregrado, aquilo que é desordenado, que faz mal a saúde, que cultiva a morte, que vai contra a ordem de Deus, a ordem criada por Deus, existe alguma coisa errada nesse cristianismo, então, meu irmão, acorde, entenda que você está indo para um abismo, uma coisa muito feia, e que você está disfarçando, mentindo pra você mesmo, não minta pra você, o problema aqui é uma cultura de morte.

   Agora sobre o ritmo rock, então primeira coisa: e a primeira coisa que nós devemos tirar de nossa frente é o relativismo cultural, relativismo cultural é o seguinte: toda cultura é linda basta eu está acostumado com ela, isso simplesmente não é verdade. Toda cultura é edificante, toda cultura humana é digna de respeito basta eu está acostumado com ela, isso simplesmente não é verdade.

   Porque existe uma ordem criada por Deus, então vamos sair da ditadura do relativismo, entende, vamos sair do relativismo em que você decreta que uma coisa é bonita e eu tenho que engolir e aceitar que aquele negócio é bonito, então para a gente entender aqui e conversar a gente tem que entender que existe uma ordem e uma harmonia na criação e que a arte, a verdadeira arte, seja ela música, seja ela pintura, seja ela escultura, seja qualquer forma de arte, deve respeitar a ordem criada por Deus e exercer a criatividade artística, exercer a criatividade humana dentro daquela ordem e daquela harmonia, e a ordem ela é objetiva.

   Então, eu não sou cientista, mas não precisa ser cientista para você entender que existe uma ligação clara entre ritmos musicais, música e harmonia, da alma e do corpo, vejam, de todas as artes a música seja talvez aquela que mais diretamente afeta a alma, ou seja, afeta o seu estado de alma, afeta a forma como você vê a vida e encara as coisas, a forma como você está.

   Se você pesquisar e for atrás de estudos científicos que falam daquilo que é a reação cerebral, ou seja, médicos, estudiosos do cérebro, neurologistas, já fizeram estudos a respeito da reação que existe entre a música e o cérebro, entre a música e o corpo, por exemplo coisas obvias, como os batimentos cardíacos, se você coloca para uma pessoa ouvir  Bach, Mozart, músicas clássicas, música barroca, musica clássica, os batimentos cardíacos da pessoa vão ficar mais tranqüilos, mais calmos, a pessoa é capaz até de superar dificuldades físicas e problemas físicos como a hipertensão.

   Feitos eletro-encefalograma de pessoas ouvindo música clássica e pessoas ouvindo rock o rock ele consegue afetar não somente os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea que altera, mas consegue afetar também as ondas cerebrais, a forma como funciona seu cérebro, isso não é subjetivo, não é questão de gosto, é questão de objetividade, agora, para que você entenda do que eu estou falando, eu estou falando aqui de um ritmo, de um gênero musical, mais do que ritmo, que toda uma família musical, então é evidente que aqui, quando eu faço um juízo a respeito desse ritmo, ele tem que ser matizado conforme as várias formas e família de rock, sub classes do rock, uma coisa, evidente, é Elvis Presley, mas é rock, outra coisa é Ozzy Osborne, o parentesco é simplesmente quase que só na palavra você quase que só pode dizer: "os dois são chamados de rock." Mas pergunta se o pessoal que é fã de Ozzy Osborne tolera ouvir Elvis Presley.

   E mesmo assim o juízo que eu estou fazendo ele serve tanto para Elvis Presley como para Ozzy Osborne, só que em graus diferentes, é evidente, você inteligente suficiente para ver que uma coisa é um folk rock como: "The answer, my friend, is blowin'in the Wind." Outra coisa é Ozzy Osborne cantando:  "cum on feel the noize." Entende, é outra coisa, "feel the noize" sinta o barulho,  ele é até sincero, o que ele está cantando não é música é barulho, tem até uma certa sinceridade no rapaz.

   Ou seja é uma coisa linda você assistir um cara que entra num palco e morde a cabeça de um morcego, olha que coisa mais cristã, veja que harmonia, que graça, que beleza, que coisa construtiva, evidente que aqui nós já estamos naquela nova cultura da adoração ao desespero, a morte, a tudo aquilo que é dark, a tudo aquilo que é tenebroso, que irá terminar levando ao satanismo.

   Agora os rebolados do Elvis Presley, sensuais, não estão ainda na cultura da morte clara, rasgada e plena, não, ele ainda está, digamos assim, cortejando o antigo paganismo, ou seja, o prazer erótico, só que acontece que, na própria carreira do Elvis Presley, como ele começou na década de 50, como um rapazinho bonitinho, em filmes, conquistando garotas e com seu pequeno rebolado, dançando e fazendo coisas bonitas, mas terminou sua vida num fenômeno glamoroso de autodestruição, será que foi por acaso? Sinceramente, fica difícil engolir essa.

   Então, vamos entender uma coisa, existe algo de objetivo na música, por exemplo, estudos mostram que bebês, crianças que são educadas ouvindo Mozart, ouvindo música clássica, conseguem aprender melhor, se concentrar melhor, ter melhor memória, o cérebro delas funciona melhor, agora coloque essas mesmas crianças ouvindo rock e o negocio é absolutamente perturbador, até as vacas sabem disso, porque?

   Porque uma equipe de médicos canadenses fez a experiência, colocaram um rock pras vacas ouvirem e elas produziram menos leite, depois colocaram música clássica para as vacas ouvirem e elas produziram mais leite que o normal, gente, se até vaca consegue entender que tem alguma coisa errada com o rock, porque que os não conseguimos entender?

   Porque nós estamos simplesmente divorciados do mundo real, porque nós decretamos que o feio é bonito, porque nós nos colocamos no lugar de Deus e: "eu acho que é bonito, porque tem que ser bonito, porque quem manda aqui sou eu!"

   Só que seu corpo não vai obedecer isso, seu cérebro não vai obedecer isso, a sua natureza não vai obedecer isso, porque quem manda no seu cérebro, no seu corpo e na sua natureza é Deus, ele fez, e ele fez para uma harmonia. Portanto, eu não estou dizendo aqui que você só pode ouvir música clássica, eu não estou dizendo isso, nós podemos fazer música moderna, sim, mas uma coisa é você fazer a música moderna respeitando a ordem das coisas, a harmonia das coisas outra coisa é você fazer uma música que por si mesma tem a finalidade de perturbar, tem a finalidade de fazer com que a pessoa fique agitada, perturbada.

   Essa tristeza mortal, essa agitação, essa irritação na qual você vive, você sinceramente tem certeza que isso não tem nada a ver com a música que você ouve o dia inteiro, com essa música ensurdecedora que você põe dentro de você o dia inteiro, se envenenando, você tem certeza que você não está pecando contra o quinto mandamento? Não matarás. Que você está se destruindo, e que você está aos poucos, sorrateiramente, imperceptivelmente sendo seduzido para uma cultura de morte, eu não estou dizendo que basta você ouvir rock que irá adorar satanás, na verdade eu no meu outro texto nem estava falando do rock, eu estava falando de uma cultura inteira da qual o rock faz parte.

    Mas já que estamos falando em ritmo agora, você veja que existe uma progressão no rock, ou melhor ainda, uma regressão, é algo desagregador, e eu não estou falando de rock progressivo não, eu só estou dizendo que uma coisa é um folk rock, que pode parecer até inofensivo mas que vai te seduzindo e vai te trazendo, e você vai passando para outros tipos de rock e assim por diante, até chegar àquilo que é claramente um movimento satânico, nós temos que entender isso, temos que entender que existe algo de errado em eu me revoltar contra a criação, e é aqui que está o exame de consciência que nós precisamos fazer, não há um a relativismo nas coisas.]

   Existem coisas relativas, sim! Por exemplo, eu posso, é muito relativo, eu posso preferir Mozart à Bach por exemplo, porque que é que eu prefiro Mozart, aqui estou falando pessoalmente, porque? Porque existem algumas coisas a respeito de Bach que não me agradam tanto, acho que Bach é muito matemático em certas coisas, segunda coisa eu tenho uma certa intolerância com o excesso de contra-ponto, ou seja, é um excesso musical é uma extravagância, onde claro, eu sei admirar a genialidade daquilo, mas tenho um certo limite de ficar ouvindo aquilo o tempo inteiro, mas isso é um limite meu, eu reconheço é relativo, tem gente que acha Bach a coisa mais extraordinária do mundo, certamente são pessoas que têm uma compreensão musical melhor do que a minha, eu já sou mais "burrinho" musicalmente e eu prefiro uma melodia com acompanhamento, entende? Uma certa quantidade de contraponto, sim, aceito, é bom, mas tem um certo limite.

   Por exemplo, quando nós passamos para um movimento romântico, Beethoven ainda é aceitável em muitas de suas obras, outras obras dele já começam a ser um pouco perturbadoras, quando nós caímos, por exemplo, em outras coisas como Chopin, Debussy e companhia ltda., sinceramente eu confesso o meu absoluto limite de tolerar certos cromatismos, e certa veneração romântica com a tristeza, a depressão, o sentimento de morte, existe algo ali também de revolta com Deus, e ali também eu acho que é algo objetivo, não é algo tão relativo assim.

   Mas se nós ficarmos nos movimentos clássicos, na trindade clássica, como Bach, Mozart e Beethoven, claro da para a gente ali discutir, "gosto mais disso, gosto mais daquilo" isso só pra ficar no âmbito da música clássica, existe algo relativo, existem gostos, não tenho dúvida nenhuma, mas tem uma outra coisa que a gente não pode negar, existe ali, nesses três autores um certo respeito por uma ordem pré estabelecida, existem criatividades, cromatismos, desrespeito as regras, sim! Muitas vezes Bach, Mozart e Beethoven desrespeitam regras, mas a genialidade deles está nessa criatividade onde existe uma harmonia básica, onde a tensão do desrespeito a regra está ao mesmo tempo em sintonia a uma ordem pré estabelecida, e assim por diante.

   Agora, a revolta pela revolta, o desrespeito a regra pelo desrespeito a regra, onde você, por exemplo, desrespeita todas as regras de harmonia, troca a harmonia por dissonâncias simplesmente porque você quer provocar algo de desagradável ao ouvido, quando você ao invés de provocar na pessoa sensações harmônicas prefere o som estridente e irritante, quando você ao invés de colocar ritmos que promovem uma certa harmonia no ritmo corporal e cerebral, você prefere ritmos martelantes que causem angustia, meu irmão, pode ser que você não entenda nada disso que eu estou te dizendo, mas existe alguém que entende, existem pessoas que entendem isso e sabem muito bem o que estão fazendo e estão fazendo em você, ou seja, você está sendo objeto de uma engenharia cultural, para desagregar e destruir aquilo que em você é o conceito natural de belo, de harmônico, de bom e de verdadeiro.

   E uma vez que entra nesse relativismo e aprendeu a chamar o feio de bonito, o desordenado de harmônico ai, você passou a fronteira e você pode daqui a pouco achar bom ao invés da vida a morte e ao invés de Deus satanás, é um declive, é um declive que nos leva até lá. Saia desse relativismo, as coisas não são tão relativas assim, existe algo de verdade objetiva, faça uma pesquisa na internet básica, você não precisa nem comprar livros muito profundos, você não precisa nem ter um pós doutorado em neurologia para compreender certas verdades, basta um pouco de sinceridade com você, eu posso dizer a você meu irmão e minha irmã, você que ficou chocado com meus textos a respeito do rock in rio e agora sobre o rock, eu posso garantir a você uma coisa, eu vou rezar por você, se eu fui duro é porque quero acordá-lo e lhe salvar do abismo para o qual você está indo, eu não estou condenando qualquer espécie de rock, totalmente, não é isso que eu fiz, eu só estou dizendo muito cuidado, muito cuidado porque vocês estão mexendo com fogo.

   Usar o rock para atrair pessoas para a Igreja pode ser o primeiro passo de uma tática interessante, mas ta faltando uma segunda fase, que é aquela fase que faz com que essa pessoa que estava numa cultura de morte começa a voltar para a vida, comece a se vestir de forma mais harmônica, comece a desistir de mutilar o próprio corpo com piercing e transformar o corpo com tatuagens, que essa pessoa comece a pentear o seu cabelo de forma harmônica e não simplesmente para chocar, que essa pessoa começa a aceitar que existe uma ordem do Criador, que no fundo ela estava desrespeitando, essa é a conversão que é a segunda parte do projeto que eu vejo que muita gente está se esquecendo.

   Mas que Deus ilumine você, se eu transtornei você com meus textos eu peço perdão a você simplesmente por uma coisa, porque talvez eu não tenha feito isso a mais tempo, eu não tenha chegado a você em  tempo suficiente de evitar coisas piores, mas agora eu peço, vamos voltar pra casa!

Paz e bem.

sábado, 14 de julho de 2012

A miséria do neo-paganismo



   Queria escrever sobre o neo-paganismo e como ontem (13/07) foi o dia do rock, e vi muitas mensagens sobre rock postadas pelos meus amigos no facebook,  resolvi "desmascarar" a cultura neo-pagã, cultura de morte na qual o rock está inserido, para tanto peguei o exemplo do  rock in rio, não quero dizer que o ritmo rock seja pagão, mas quero dizer que ele está inserido  numa cultura pagã, por isso, devemos tomar muito cuidado, principalmente nosso jovens. segue o texto:

    Verdadeira miséria, é o que nós encontramos nesses dias de triunfo neo-pagão no rock in rio, nós vemos uma  verdadeira cultura da morte triunfante, aquilo que nós poderíamos resumir como sendo o evento do rock in rio.

   Mas ao ver as coisas mais de perto, enquanto nós tivemos a alguns dias de distancia do rock in rio um evento extraordinário com o Papa Bento XVI, La em Madrid, onde dois milhões de jovens em um único dia rezando e adorando nosso senhor Jesus cristo, e uma cobertura pífia da mídia nacional, simplesmente dizendo: “ah teve esse negocinho aqui e o papa foi La e se reuniu com alguns jovens.”, “ Ahhh teve uns 200 jovens, uns 2000 jovens que protestaram contra o papa” isso ai a gente cobre mas os dois milhões de jovens com o papa isso não significa nada.

   Em contrapartida o que nós temos agora, o triunfo  o rock in rio, um evento de uma semana inteira, 700 mil pessoas, que participaram mais de 100 shows, pêra lá, estão vendo a desproporção? São 700 mil divididos em 100 shows diferentes uma semana inteira, enquanto o Papa teve dois milhões em Madrid, porque que a cobertura foi tão desproporcional?

   Porque a nossa mídia não quer informar, ela quer formar, ela quer formar a sua cabeça para a nova religião que está chegando, o neo-pagansmo, enquanto o Papa? “o Papa já passou, o Papa já era”, qual é a nova religião?

   Pois bem, vamos fazer aqui uma comparação com o filho pródigo, o filho pródigo é aquele homem que se entregou a religião pagã, esse é o paganismo clássico, esse é o paganismo que nós estamos acostumados, uma idolatria dessa vida, da vida biológica, βίος (bios).

   O filho pródigo sai de casa, e vai, e vai cultivando idolatrias, vai cultivando o prazer das prostitutas, o prazer das festas, o prazer do álcool, o prazer de viver numa orgia terrena, acontece que todo paganismo, todo filho pródigo, termina no abismo, no abismo do desespero,em que finalmente consumido todos os seus bens, ele olha e vê que ele está invejando agora a comida dos porcos, que ele está invejando a comida daqueles seres inferiores e irracionais, que são os porcos, ele cai em si, se converte e diz: “não, eu vou voltar pra casa do meu pai porque lá os servos vivem uma vida melhor, os escravos do meu pai vivem melhor do que isso aqui, do que essa liberdade miserável, isso é o paganismo clássico.

   Mas não é o que foi vivido no rock in rio, o que foi vivido no rock in rio é o neo-paganismo, não é o paganismo clássico é o neo-paganismo, e o que é que há de novo neste neo-paganismo, é que o filho pródigo que começa a invejar a comida dos porcos, ao invés de se converter, resolve transformar aquilo num ideal de vida. O rock in rio é como se fosse a passeata do orgulho porco, ou seja os porquinhos se reúnem junto com o filho pródigo e todos com cartazezinhos ficam dizendo: “é bom comer lavagem, é bom destruir a vida, é bom ser feliz e ser desesperado.”

   É esse o neo-paganismo é o triunfo do orgulho porco, é o triunfo do filho pródigo que miseravelmente se orgulha da lama, da miséria, e da desgraça na qual ele descambou, esta é a novidade.

   Esta analise que eu estou fazendo aqui para vocês, não é uma analise original minha, isso já vem sendo observado a muito tempo e já vem sendo anunciado por várias pessoas, você veja por exemplo o escritor de nascimento francês, mas depois naturalizado britânico, Hilaire Belloc, ele era um escritor do inicio do século XX, muito amigo de Chesterton, Belloc, ele escreveu em 1929 um livro chamado Survivals and new arrivals, sobreviventes e novas chegadas, nesse livro ele analisa os velhos e novos inimigos da Igreja Católica. Os Suvivals, os velhos inimigos, ou seja os inimigos do antigo paganismo, ou seja os inimigos daquele chamado modernismo racionalista, os inimigos que já eram conhecidos a muito tempo, mas em 1929, veja 29, Belloc já está notando que existe uma diferença, existe um neo-paganismo, existe algo que antes não havia e que agora apareceu, o que é que apareceu, apareceu a cultura do desespero, ou seja, se nós formos analisar aqui usando a linguagem grega nós poderíamos dizer assim: O paganismo antigo; o que ele fazia era a idolatria da βίος (bios), da vida, ou seja os princípios vitais, as vitalidades, ou seja as energias cósmicas vitais, então o paganismo antigo ele venera o amor, o sexo, ele venera o vinho, venera as festas, ele venera o prazer, ele venera a saúde, ele venera a guerra, ele venera a linguagem, tudo isso, este é o paganismo clássico, antigo.

   Mas existe esse novo paganismo, que agora está venerando a morte, não mais a βίος (bios), as energias vitais, mas está venerando θάνατος (thánatos) a morte, ou seja, um paganismo que considera a morte como coisa boa, é por isso que eu digo: é um paganismo que promove a passeata do orgulho porco, o homem orgulhoso de sua auto destruição, o homem orgulho de se ver agora companheiro de viagem de porcos, de animais imundos, de animais irracionais, de animais que não são capazes de erguer sua cabaça em direção de Deus, mas que vivem com sua cabeça e o seu focinho chafurdado na lama necessariamente olhando para baixo, nenhum porco olha pra cima.

   Pois bem, o rock in rio é a expressão desse neo-paganismo, não precisa você acreditar em mim, basta você virar algumas paginas da internet e ver as fotos do rock in rio e você ver claramente, trata-se de uma veneração da morte, da auto destruição, da auto mutilação e de tudo  aquilo que é mais baixo, animal e desumano, é o orgulho porco, o orgulho do filho pródigo de comer lavagem, ou seja, nós estamos diante de uma espécie de jogada de marketing em que ao ver que o filho pródigo vai se converter, satanás entra de repente com um novo marketing e ele começa a colocar comercias, propagandas, e todo tipo de marketing para dizer: “lavagem é bom, lavagem é ideal, não existe outra coisa a não ser lavagem, coma lavagem, viva na lavagem, que alegria, somos porquinhos, Deus morreu, estamos livres daquele patrão severo, daquele pai terrível, que felicidade  viver na lavagem, Deus morreu, aleluia!”

   É essa a tragédia do rock in rio, vejam, mas as coisas não param por ai, não existe somente esses dois passos, em que o antigo pagão venerava a vida nas suas orgias na sua vontade do sexo livre, da bebida, o novo pagão que não se arrepende do que fez e está a beira do desespero, e ver que realmente se ele venera a vida, se ele idolatra a vida, se a vida é tudo, ele vai terminar no desespero, porque a vida vai terminar em morte, então é melhor ele idolatrar também a morte, idolatrar a destruição, idolatrar a miséria, idolatrar a mutilação, e haja piercing, haja tatuagens, haja mutilações, haja droga, picadas de drogas, e todo o tipo de auto destruição.

   Pois bem, não somente isso, existe um terceiro passo, que é pouco divulgado, pouco notado, mas que é a finalidade deste neo-paganismo, que é a adoração de satanás, ou seja, um vez que você adorou as forças biológicas e materiais, e você cai no desespero, você começa a adorar o desespero e a morte,mas o adorar o desespero e a morte é só um passo para finalidade última, que é adorar o senhor da morte, adorar aquele que é homicida desde o principio, aquele que é o inventor da morte, satanás, vejam, é sabido que existem muitíssimas bandas de rock que colocam na temática de suas musicas, na sua forma de vestir, na sua forma de se expressar o satanismo, mas você pode dizer: “sim, mas isso daí é simplesmente o pessoal mais radical, existe um rock bom, existe um rock que pode nos levar a está em sintonia com o mundo moderno a Igreja não pode rejeitar isso daí” 

   Meus irmãos, o que há de bom no culto ao desespero, o que é que há de bom nessa manifestação pública do orgulho porco? Não há nada de bom disso, e não tem porque a Igreja deva invejar essas pessoas, nós que estamos na casa do Pai, nós que estamos servindo ao Pai, devemos sim, nos compadecer do filho pródigo, devemos aprender a acolher o filho pródigo arrependido que retorna a casa d Pai, mas não temos porque invejar a pocilga na qual o filho pródigo chafurdou, não temos porque chegar e dizer: “mas veja, esse rock não é tão ruim porque ele ainda não chegou a adorar satanás.”

   Não chegou lá ainda, talvez, essa banda que você gosta, essa banda que você segue, talvez ela não tenha chegado lá, mas ela está no estágio, ela está servindo como intermediário, está no estágio da cultura do desespero, onde é cultuado aquilo que é feio, aquilo que é disforme, aquilo que é estridente, aquilo que é desagradável.

   Vejam, a cultura do rock in rio é a cultura anti-teísta, não é uma cultura atéia, sem Deus, não, ela é uma cultura contra Deus, claramente, porque é claramente contra Deus quem é contra o belo, é claramente contra Deus quem é contra o bom e é claramente contra Deus quem é contra o verdadeiro.

   Vamos analisar, o rock in rio é contra o belo, não precisa nem demonstrar, basta você olhar algumas das fotos das pessoas que dá uma verdadeira dó, da verdadeira pena de ver aqueles jovens, rapazes e moças, e as vezes não tão jovens, as vezes não tão rapazes e não tão moças, as vezes gente que, infelizmente, ao invés de aprender com os anos, simplesmente envelheceu no pecado, sobrevividos de uma juventude desregrada que continuam sendo numa velhice desregrada, pois bem, basta olhar naquelas fotos e ver que existe uma profunda veneração por tudo aquilo que é feio, tudo aquilo que é disforme, tudo aquilo que é grotesco, a veneração do grotesco.

   Ora, se Deus é a fonte do belo quem venera o que é feio o que está fazendo? Não é simplesmente uma ausência imparcial de uma cultura laica “ah nós temos uma cultura laica, onde nós não falamos de Deus.” Não, você está promovendo uma cultura anti-teísta, ou seja, contra Deus, quem é contra o que é bom, só pode também ser contra Deus, quando você claramente venera as drogas, o sexo suicida, sim, porque  não é simplesmente sexo livre, é sexo suicida e auto destruidor,  quando você venera a morte das pessoas através de todo tipo de ritual de mutilação, de auto deformação, quando você é contra aquilo que é bom, porque o bem é aquilo que promove a felicidade da pessoa, quando você promove e você faz de tudo para aquilo que faz as pessoas se destruírem você é contra a bondade, você é contra Deus, você é contra o belo, você é contra o bom, você é contra a verdade, porque você acredita na lorota satânica de que: “é normal, todo o jovem é assim, tem que ser assim, é assim que todo mundo é.”

   Vejam a mentira, que quer dizer todo jovem é assim? Não! É isso que satanás quer que você creia, porque afinal ele mente, mente, mente, mente, até que você só ouvindo mentiras acha: “é verdade.”

   Mas nós vimos e nós sabemos que existem sim, jovens que não estão no rock in rio, existem sim jovens que não crêem naquilo, só que o rock in rio é colocado ali como isca para aqueles jovens que, sim, descobriram verdadeiramente a verdade de Cristo, mas ainda vacilam, ainda não tem fundamento sólido, então quando você vê aquela multidão, você se sente um peixe fora d’água.

   É interessante que no Rio de Janeiro que será o palco da próxima Jornada mundial da juventude, acontece o rock in rio, ou seja, a jornada da juventude às avessas, a jornada da morte, a manifestação do orgulho porco, do orgulho satânico, da destruição.

   Meus irmãos nós estamos diante de uma cultura de morte, sem dúvida alguma, uma cultura de morte em que a vida já não vale mais, e que a minha vida já não vale mais.

   O jovem hoje chegou a um ponto que na antiguidade só se chegava com a velhice, ou seja, antigamente, no antigo paganismo a pessoa vivia uma vida de prazeres carnais e de gozo dessa vida biológica e finalmente quando chegava a certo ponto, pelo menos na meia idade ou na terceira idade a pessoa se dava conta de que a felicidade não veio e se desesperava. Hoje nós bombardeamos tanto os nossos jovens, com tantas sensações de prazer precocemente distribuídos e colocado na vida e nesses corpos tão jovens, tão imaturos que o jovem tão cedo já começa a se desesperar, mas a diferença ao invés de desesperar e dizer: “puxa vida! Eu estou invejando comida de porco.” A propaganda satânica ensinou o jovem, ensinou o filho pródigo a venerar a comida do porco, a adorar a morte e a destruição.

   Então muito cuidado, muito cuidado, porque aqui nós temos então esses três estágios, o  primeiro estagio é a veneração da vida, e ai nesse estagio, ai nós temos até jovens das nossas pastorais, temos até jovens dos nossos grupos de jovens, dizendo: “nosso Deus é o Deus da Vida! Nosso Deus é o Deus da vida! Nosso Deus é o Deus da vida!” mas cuidado quando eles fazem isso eles estão venerando o Deus da βίος (bios) da vida biológica, essa vida aqui, o que ta por trás, quando você vai lá e arranha o verniz desse discurso, o que você vai ver é que essas pessoas estão venerando e idolatrando a vida biológica, sua vida biológica, e idolatrando a liberdade sexual a possibilidade de ser feliz nessa vida,  mas o Deus cristão nunca foi o Deus da βίος (bios) desta vida, sempre foi o Deus da ζωή (zoí) a palavra grega que quer dizer Vida eterna, é uma outra Vida, é a Vida plena de sentido é a Vida com “V” maiúsculo, é claro que Deus criou essa vida biológica também, ela não é ruim, mas é uma coisa boa quando ela está a serviço da Vida eterna, da Vida que virá, da Vida plena de sentido.

   Então para que eu ganhe a Vida eterna, e essa é a mensagem cristã, eu preciso crucificar um pouco a βίος (bios) a vida biológica, não é possível eu viver como um animal, não é possível eu chafurdar na lama do porco, não é possível você viver de forma desregrada e sem freios, um veículo que vai ladeira abaixo sem freios irá terminar em desastre, então, Deus é o Deus da vida, sim! Mas a vida biológica tem que ter freios, a vida biológica precisa ter mortificação, cruz, temperança, regra, disciplina, ascese, porque se você viver a idolatria da vida biológica e se você disser que seu Deus é o Deus da vida biológica onde eu tudo posso, você irá necessariamente passar para a segunda fase.

   E a segunda fase é o desespero, e o desespero que hoje, e essa é a novidade, o desespero que é idolatrado, o desespero que e cultivado, é bom ser deprimido, é bom ser gótico, num é?

   Ou seja, você se veste de preto não porque você morreu para o mundo como o hábito cristão costuma fazer, não, você se veste de preto porque você adora a morte, porque você venera as trevas, porque você gosta da escuridão, porque você é avesso a luz, porque você acha muito bom venerar a sua autodestruição, sua automutilação, e então é interessante que enquanto você estava lá no primeiro estagio, dizendo: “ah, Deus é o Deus da vida, deixa eu fazer sexo, sexo é coisa boa, foi Deus quem criou.” Lenta  e gradualmente satanás vai te levando para um sexo cada vez mais sado masoquista, cada vez mais auto destruidor, cada vez mas mutilador, cada vez mais desesperado, até que você chegue ao absurdo do sexo sem prazer, ao absurdo da veneração do desespero, da morte, da destruição, o absurdo de fazer orgias onde você está fazendo uma roleta da morte, assim por diante.

   Quem chega nessa segunda fase está somente a um passo de inclinar sua cabeça e adorar aquele que é o inventor da morte, do pecado e da destruição, que é satanás.

   Na verdade nós temos ai um declive, como diz as sagradas escrituras, uma vez que você entrou no declive, você vai caindo de abismo em abismo, um abismo atrai outro abismo, até que finalmente você se encontra na sua destruição total.

   O rock in rio foi sim, foi o triunfo, mas foi o triunfo da miséria, o triunfo da morte, o triunfo do desespero, o triunfo de dizer: “sim, a vida não vale nada, e não to nem ai.” Mas, quando chegamos a esse passo é sinal de que estamos, já, no preâmbulo, já estamos na aula de catequese do satanismo.

   Os nossos jovens não são ateus, os nossos jovens estão na escola do anti-teísmo, do satanismo muito claramente, e é isso que esconde a nossa sociedade atual, eles se escondem atrás de uma máscara de sociedade laica, sociedade isenta, sociedade que não quer, absolutamente, falar de religião, mas na verdade são uma máquina de destruição.

   Uma vez que você começa a ir na direção do neo-paganismo a coisa se torna automática e fatal, por isso muita atenção.

   Escrevo este texto para você, jovem, para você, rapaz e moça que sem perceber está nesse declive, ainda é tempo, ainda é tempo para você fazer como o filho pródigo, dizer: “sim! Pequei! Pequei meu Pai, pequei contra o céu e contra Ti”.

   Eu quero convidar você, jovem a dar esse passo, esse passo de crucificar um pouco a vida biológica de entender que não existe felicidade plena e perfeita, se eu não aprender a amar, nós estamos aqui nesse mundo para amar e não existe possibilidade de amar sem de alguma forma eu me crucificar, eu dar minha vida pelo outro, mas aqui é que está a grande diferença, ser cristão, aparentemente, é uma morte, mas é uma morte vivificante, porque quando você abraça a cruz você encontra vida e sentido, enquanto ser pagão é, aparentemente vida, mas é uma vida mortífera, ou seja, é uma aparência de vida, é um simulacro de vida que leva ao desespero e a auto destruição.
    
Eu não sei em que ponto dessa escala, desse declive você se encontra, mas Deus estende a mão, ele desceu aos infernos para nos buscar, deixe Jesus descer aos seus infernos onde quer que você esteja, ele rompe as cadeias,os grilhões, satânicos e infernais que nos acorrentam, volte para casa, é seu lugar, seu lugar é a casa do Pai, ele irá acolher você, aceite, aceite ser servo, aceite ser escravo na casa do Pai e ele acolherá você como filho.

Paz e bem.