quarta-feira, 18 de julho de 2012

Santo do dia (18/07)- Santo Arnolfo





Arnolfo nasceu em Metz, na antiga Gália, agora França, no ano 582. A sua família era muito importante, cristã, e fazia parte da nobreza. Ele estudou e se casou com uma aristocrata, com a qual teve dois filhos. A região da Gália era dominada pelos francos e era dividida em diversos reinos que guerreavam entre si. Isso provocava grandes massacres familiares e corrupção. 

Um desses reinos era o da Austrásia, do rei Teodeberto II, para o qual Arnolfo passou a trabalhar. Mas quando o rei morreu, todos os seus descendentes e familiares foram assassinados a mando do rei dos francos, Clotário II, que incorporou a região aos seus domínios. 

Era nesse clima que vivia Arnolfo, um homem de fé inabalável, correto e justo. O rei Clotário II, agora soberano de um extenso território, conhecendo a fama da conduta cristã de Arnolfo, tornou-o seu conselheiro. Confiou-lhe, também, a educação de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos mais justos da história, não tendo cometido nenhuma atrocidade durante o seu governo. 

Além disso, o rei Clotário II nomeou Arnolfo bispo de Metz, que acumulou todas as atribuições da Corte. Uma bela passagem ilustra bem o caráter desse homem, que mesmo leigo se tornou um dos grandes bispos do seu tempo. Temendo não ser digno do cargo, por causa dos seus pecados, atirou seu anel no rio Mosela, dizendo: "Senhor, se me perdoas, faze-o retornar". O anel retornou dentro do ventre de um peixe. Essa tradição cristã ilustra bem a realidade de sua época, onde era difícil não pecar, especialmente para quem estava no poder. 

Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia evangelizando a Europa. Arnolfo não foi o primeiro pai de família a ocupar tal posto nessa condição. Como chefe daquela diocese, Arnolfo participou dos concílios nacionais de Clichy e de Reims. Mais tarde, seu filho Clodolfo tornou-se bispo e assumiu a diocese de Metz, enquanto o outro, chamado Ansegiso, tornou-se um dos primeiros "mestres de palácio" da chamada era carolíngia. 

Depois de algum tempo, Arnolfo abandonou o bispado e o cargo na Corte para ingressar no mosteiro fundado por seu amigo Romarico, outro que havia abandonado a Corte e o rei. Assim, de maneira serena, Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações, à penitência e à caridade. 

Arnolfo morreu no dia 18 de julho de 641, naquele mosteiro. Assim que a notícia chegou em Metz, os habitantes reclamaram-lhe o corpo, depositando-o na basílica que adotou, para sempre, o seu nome.

Santo Arnolfo, rogai por nós.



Paz e bem!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Santo do dia (17/07) - Santo Aleixo


   Aleixo, filho único do senador Eufemiano, era italiano, nasceu em Roma, no ano de 350. seu nome significa “defensor”. Herdeiro de uma considerável fortuna, cresceu dentro da religião cristã. Desde a infância era famoso por sua natural caridade, possuindo todas as graças e virtudes. Os pais, como era costume na época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente família cristã e ele acabou se casando. Porém, na noite de núpcias sem consumar a união, e após conversar com a esposa, abandonou tudo para se aproximar de Deus. Como peregrino, vagou de cidade em cidade até chegar em Edessa.

   Vivia como um piedoso mendigo ao lado da Basílica do Apóstolo Tomé. Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, passou a ser chamado de "o homem de Deus" e venerado por sua santidade. Entretanto, não desejando ser vangloriado, retornou a vida peregrina. A vida de peregrino desfigurou-o completamente, Ao voltar para casa, seu pai não o reconheceu e mandou repousar na cocheira. Viveu assim durante dezessete anos, na cocheira do seu próprio palácio, sendo maltratado pelos seus próprios criados e sem ser identificado pelos pais. Morreu em 17 de julho e foi colocado num cemitério comum para criados. Porém, antes de morrer, entregou um pergaminho ao criado que o socorreu, na qual revelava sua identidade.

   Os pais quando souberam, levaram o caso ao conhecimento do Bispo, que autorizou sua exumação. Aleixo foi levado então para um túmulo construído na propriedade do senador. A fama de sua história e de "homem de Deus" se espalhou entre os cristãos romanos e orientais, difundindo rapidamente o seu culto. Reflexão: Aleixo sofreu tanto que ao apresentar-se desfigurado na casa do pai disse: "Tende compaixão deste pobre de Jesus Cristo e permiti- me que me aloje em algum canto do palácio ". Muitas vezes não conseguimos reconhecer Jesus Cristo nas pessoas que vivem em situação de rua e outros marginalizados. O que é preciso para retirar o véu que cobre nossos olhos e nos impedem de ver Jesus nas pessoas que estão à nossa volta?

Santo Aleixo, rogai por nós.

Paz e Bem.


Quem pergunta quer resposta (04) - Posso venerar os Santos e suas imagens?


   Para a gente entender isso nós precisamos entender desde do início o que é um ícone e o que é um ídolo, todos os dois são imagens, mas são duas coisas completamente diferentes, ou seja, um ídolo é uma criatura que eu pego e coloco no lugar de Deus, então isso é um ídolo, é uma imagem em que eu tirei o Deus verdadeiro de lado e que eu coloquei um deus falso no seu lugar, isso evidentemente é proibido pelo primeiro mandamento, somente Deus é Deus, e é por isso que no primeiro mandamento se proíbe fazer imagens. Ou seja, imagens que sejam ídolo, veja que essa palavra είδωλο (eidolo) em grego quer dizer exatamente isso, imagem.

   Só que existe uma outra palavra grega para dizer também imagem, que é o εικονίδιο (eikonidio) ícone, que é uma coisa diferente, ou seja, o ícone é quando eu pego aquela criatura, que foi um pintura feita por mão humana, uma estátua feita por mão humana, mas eu uso aquela realidade não como um deus no lugar de Deus, mas como uma janela uma verdadeira, janela que me abre para Deus, e que me leva até Deus.

   Então, se eu tenho diante dos olhos claramente a diferença entre ídolo e ícone, eu vou entender então que uma coisa é proibida e a outra é permitida.

   Mas os protestantes radicalizam as coisas e dizem:

   "Ah, vamos cortar o mal pela raiz e vamos parar de fazer qualquer tipo de imagem."

   Só que, deixa eu ajudar você espiritualmente meu irmão, isso não resolve o problema, não resolve o problema porque você vai continuar, por exemplo, tendo diante de seus olhos a sua esposa, o seu marido, quando você olha para sua mulher e ver a beleza do corpo dela, você tem uma escolha, ou você transforma o que está vendo em ídolo, colocando sua mulher no lugar de Deus, ou você transforma aquilo que você está vendo em ícone, fazendo com que ela seja uma janela transparente que te faz louvar a Deus.

   Porque aqui o que está em jogo não é a nossa atitude diante de um bonequinho de gesso, mas a nossa atitude diante de toda a criação, aí é que está o problema, você pode acabar com todas as estátuas de gesso, você pode acabar com todos os ícones, você pode acabar com todos os sinais feitos por mão humana, mesma assim o problema da idolatria vai continuar existindo, porque o problema da idolatria ele é mais sério e mais radical, o problema da idolatria é a sua atitude diante das realidades criadas, as realidades criadas te levam para Deus ou te afastam dele?

   Isto depende da sua atitude, isto é você quem vai dizer. Portanto diante de uma flor, diante de um pôr do sol belíssimo, diante de realidades até mais tentadoras, como o sexo, o dinheiro, diante de qualquer criatura você está sempre diante de uma escolha, ali você está encurralado, você tem que escolher, você tem um bifurcação, ou você faz com que essa criatura seja um ícone, uma janela que te leva para Deus, ou você fará dessa criatura um ídolo, ou seja, algo que você coloca no lugar de Deus.
  
   Então é muito fácil a gente acabar com os bonecos de gesso, o difícil é acabar com a idolatria no nosso coração, levando isso em consideração, o que é que podemos dizer com relação ao culto do santos e ao culto das imagens?

   Primeiro ao culto dos Santos, é evidente que eu posso cultuá-los, nós temos por exemplo, o exemplo bíblico extraordinário da Virgem Santíssima no evangelho de São Lucas, no seu canto, no Magnificat Maria diz:

 "Todas as gerações me chamaram de bem-aventurada"

E o próprio Jesus, várias vezes, refere-se a pessoas como bem-aventuradas, felizes, ele está louvando essas pessoas, ele está dizendo concretamente:
"Vejam, é isso mesmo."
E o que ele está fazendo, ele está dizendo:
"Vejam a ação de Deus nessas criaturas."
Criaturas que Deus está usando, onde Deus está agindo, estes são os Santos.

   Quando nós católicos veneramos um Santo, nós estamos dizendo o seguinte:
"Vejam como Deus é grandioso, usando seres humanos."
   Deus é capaz de usar a frágil criatura humana para realizar a sua obra.

   Agora, quando eu tenho uma imagem, quando eu tenho um ícone produzido por mão humana que me recorda esta criatura, aqui eu tenho a mesma coisa que um bela paisagem que eu fotografei, se você vai, passeia na natureza bonita, e vê a beleza da criação, acha aquilo lindo, você pode ter uma atitude pagã e começar a venerar aquilo como deus; as forças cósmicas, o deus que ta ali na natureza, etc... etc... Isso será paganismo, idolatria. Ou você pode ver a beleza daquela natureza, e louvar a Deus, isso então é um ícone.

   Agora se você vai e tira uma foto pra se recordar daquele momento de louvor intenso que você teve naquela paisagem, e todas as vezes que você vê aquela foto, você vê a beleza da criação e louva a Deus por isso, isso é um ídolo? Não! É uma janela que te conduz pra Deus.

   A mesma coisa quando eu tenho uma imagem de um Santo, quando eu recordo a grandeza desse filho de Deus, dessa filha de Deus, que Deus utilizou de uma forma extraordinária no heroísmo, no martírio, se entregando por amor a Cristo. Pois bem, ali eu posso e devo glorificar a Deus através dessas criaturas.

  Portanto você pode sim venerar imagens, e venerar imagens, vamos ser bem concretos, você pode se ajoelhar diante de imagens, você pode falar com os Santos diante das imagens, você pode beijar as imagens, você pode acender velas diante delas, colocar flores diante das imagens. Porque? Porque o Segundo Concílio de Nicéia nos diz que o culto que é prestado a imagem não se dirige a imagem, mas se dirige ao protótipo, ou seja, àquele que está lá no céu, então se você venera a Virgem Maria, se ajoelha diante da imagem dela, acende uma vela e pede a ela, essa atitude de humildade, (e perguntarão, mas se ajoelhar diante de uma criatura? Sim!) de se ajoelhar diante de uma criatura na qual Deus resplandece sua Glória é permitida? Sim, eu posso e devo fazer isso para reconhecer a Glória de Deus naquilo que ele criou. Eu posso me ajoelhar diante de uma imagem sabendo que eu estou me ajoelhando diante da Virgem Maria que está junto de Deus no céu.

   Agora, ao me ajoelhar diante da Virgem Maria eu estou cometendo uma idolatria? Depende, se você a trata como um ídolo colocando no lugar de Deus é idolatria, mas se você faz dela um a janela que te conduz para Deus, então é simplesmente o mistério do ícone, uma janela que nos conduz para o culto e o louvor a Deus na glória eterna que a ele pertence.

Paz e Bem

Quem pergunta quer resposta (03) - Afinal, o espiritismo é ou não cristão?

  

   Algumas pessoas leram minha postagem e acham que a afirmação que eu fiz, de que o espiritismo não é Cristão, é uma afirmação infundada, pois bem, começo aqui expondo alguns debates da internet, uma vez perguntei:

“Vocês espíritas, se tiverem que escolher entre a doutrina dos espíritos e a Bíblia, vocês sempre adotam a doutrina dos espíritos, existe um revisionismo da Bíblia, vocês lêem a Bíblia e ali vocês pegam somente o que interessa para o espiritismo, porque vocês se dizem cristãos? Porque nós cristãos cremos que para ser cristão realmente a pessoa tem que crer que Jesus é Deus, vocês crêem que Jesus é um espírito guia, que ele veio para guiar esse planeta, para ser Cristãos nós temos que acreditar que Deus se fez homem, pra vocês Jesus é somente uma encarnação de um espírito guia, para ser cristão é preciso acreditar que Jesus ressuscitou dos mortos, você acreditam que Jesus morreu e o seu espírito apareceu, como é que nós podemos dizer que os espíritas são cristãos?”

    a resposta foi:

 “ É que para nós a palavra cristão é usada num outro sentido, nós espíritas, quando nós dizemos que somos cristãos, nós dizemos que estamos seguindo o fundamento moral que se encontra na bíblia, ou seja, nós cremos que a bíblia  é um livro que contém normas morais que são um patrimônio da humanidade, cristão portanto, é aquele que segue a moral judaico-cristã, diríamos nós, é aqueles que seguem os princípios de moralidade que estão contidos nas Sagradas Escrituras.”

   Pois bem, se isso é a definição de cristão, se cristão é simplesmente  uma pessoa que segue um moral reta, então tudo bem, um espírita pode ser cristão, mas você há de convir que este não é o significado originário da palavra cristão, um cristão é aquele que crer na ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo, um cristão é aquele que crer que Jesus é verdadeiramente Deus.

   Nós temos outros grupos religiosos que reivindicam para si o nome de cristão, e no entanto não o são, por exemplo: os testemunhas de Jeová, eles se dizem cristãos, mas na verdade não são, porque? Porque eles não crêem que Jesus seja verdadeiramente Deus

   Para nós sermos cristãos é necessário então definirmos esta palavra, então, quando eu digo que um espírita não é cristão eu não estou dizendo isso como se fosse um xingamento, porque o problema é que a palavra cristão se esvaziou de seu significado.

   Uma vez fizeram uma enquete, perguntando: “você é cristão?”
    E respondiam: “sim, eu sou cristão”.
   E o que é ser cristão? E as respostas eram as mais disparatadas:
   “Ah, cristão é uma pessoa que ama a bondade.”, “ah, cristão é uma pessoa que é compreensiva com os outros.”, “cristão é uma pessoa...”
    Ou seja, no nosso imaginário a palavra cristão se tornou simplesmente uma palavra vazia de significado, cristão é uma pessoa que tem bons sentimentos, é uma pessoa boazinha, só que nós, sabemos que o significado real, “técnico” da palavra cristão, é que cristão é alguém que crer que Jesus é Deus. Isto a doutrina espírita não crer.

   Segundo, cristão é alguém que crer que Jesus ressuscitou dos mortos, verdadeiramente, com um corpo glorioso, mas um corpo. Isto a doutrina espírita não crer.

   Além disso, nós católicos cremos que para sermos cristãos você realmente tem que acreditar na economia sacramental, ou seja, na presença viva de cristo ressuscitado na sua Igreja, e isso os espíritas não crêem de forma alguma.

   Por isso, não se trata aqui dizer que os espíritas não são cristãos no significado amplo da palavra, mas no termo técnico e específico, eles não são cristãos porque para eles Jesus não é Deus e Jesus não ressuscitou.

   Pronto! Com isso espero finalizar esse assunto.

   Paz e Bem

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Intercessão dos Santos




   A afirmação de que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens cria um problema, só que esse problema não é só nosso, só dos católicos, não, isso é um problema também dos protestantes, por quê? Porque se Jesus é o único mediador, e só ele intercede por nós diante de Deus, o que é que nós fazemos rezando uns pelos outros?

   Porque se o problema dos Santos é só o problema de: se é possível ou não interceder depois da morte, isso é uma outra história, se é possível ou não interceder depois da morte, daqui a pouco a gente resolve esse problema.

   Mas o problema de insistir, de afirmar que Jesus é o único mediador, se você bate muito nessa tecla, você acabou com a oração de intercessão entre nós, já, aqui na terra, vivos. Porque ele é o único mediador, então o que nós estamos fazendo rezando uns pelos outros? Estamos desobedecendo a Palavra, num é isso? Mas qual é a saída?

   Eu não faço idéia de como é que os protestantes resolvem esse problema, o fato é o seguinte, é que nós, católicos cremos que realmente, é verdade, só existe um mediador diante de Deus para os homens, não tem dois. Não é que Jesus é o mediador principal e os outros são coadjuvantes, não! Para com isso.

   Só existe um, único, um só, acontece que esse único mediador, que é o Cristo, não é sozinho, em que sentido? Cristo tem um corpo, esse corpo é a Igreja, ou seja, nós cremos ou não cremos naquilo que está nas Sagradas Escrituras? Que Cristo é a cabeça e nós somos os membros do seu corpo, ora, se nós somos membros do corpo de Cristo, só somos membros desse único mediador, nós somos membros desse único intercessor, então é por isso por exemplo: que São Pedro pode falar que nós Cristãos temos um sacerdócio Santo, é por isso que o apocalipse pode dizer que nós somos um reino de sacerdotes, mas como é possível? O único sacerdote é Jesus, diz a carta aos Hebreus, é verdade, o único sacerdote é Jesus, mas esse único sacerdote não é sozinho, ele é a cabeça e um corpo,

   Só existe um mediador entre Deus e os homens, é o Cristo, mas, por favor, o Cristo total, não somente o pedaço de Cristo, o Cristo todo, cabeça e membros, porque nós somos os membros do corpo de Cristo, então é isso que permite a mim interceder e os evangélicos, os protestantes, eles intercedem uns pelos outros, eles impõem as mãos uns pelos outros, eles fazem isso na praxe deles do dia a dia e não e somente isso, mesmo que eles mudassem a praxe deles seria impossível você ver as Sagradas Escrituras de outra forma, porque o que é que explica que a sombra de São Pedro curava as pessoas? O que é que explica que quando se pegava um guardanapo de São Paulo, São Paulo comia na casa de uma pessoa eles pegavam o guardanapo de São Paulo, está nos atos dos Apóstolos, pegavam o guardanapo de São Paulo levavam lá e a pessoa ficava curada com o guardanapo onde São Paulo limpou a boca, como é possível isso? Se só existe um mediador, se só existe um salvador, só existe um nome no qual todos são salvos, só existe um que opera os milagres, Jesus. Como é possível isso? Responda meu irmão, vamos lá, responde agora você, vamos lá sua teologia, só combinamos o seguinte, se você vai explicar e dizer que isso não é mediação você está trapaceando, porque é!

   É uma mediação, a cura chegou através do guardanapo, a cura chegou pela sombra de São Pedro, a cura chegou pela palavra de São Pedro que disse: “levanta-te, não tenho nem ouro nem prata, mas o que eu tenho eu te dou, em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda.”

   Se isso não é intercessão o que é? Se ele age de intercessor, se ele faz tudo de intercessor, de mediador ele age numa mediação você vem pra cima de mim dizer que isso não é uma mediação, ah meu irmão, você arranja outra desculpa, isso é desonestidade intelectual, você é um desonesto, somente isso, porque você não quer a verdade.
  
   Então vamos ser objetivos, existe sim um único mediador, mas esse único mediador é um corpo, ou seja, tem a cabeça que é Cristo e tem os membros que são os membros da Igreja, e é por isso que eu posso rezar por você e rezo. Eu rezo por todos os protestantes, todos os dias, para que se tornem bons católicos e entrem no céu, todos os dias eu faço isso, se não entrarem agora nessa vida, no momento final, na hora da morte, quando Jesus se apresentar pra eles e eles então receberem a Palavra de Deus e Jesus chegar e apresentar para eles que eles têm que entrar para a Igreja verdadeira eu tenho certeza que muitos protestantes na hora do encontro com Cristo no final irão se arrepender e irão entrar no céu, irão se tornar católicos, porque só existe uma Igreja, só existe um corpo de Cristo, então pelo arrependimento a gente chega lá.

   Agora, aqui vamos entrar então na segunda parte da questão, tudo bem, a gente intercede aqui na terra, a gente aqui na terra pode ser mediador, porque? Porque Cristo é o único mediador e nós somos membros dele, mas isto continua depois de morto?

   Ai as Escrituras são muito claras, e eu estou argumentando no campo dos evangélicos, protestantes, porque eu podia argumentar em um outro campo, porque para mim, católico eu não preciso provar tudo com a Bíblia não, eu não preciso de argumento Bíblico para as coisas, porque é da Igreja que vem a Bíblia e não o contrário, foi a Igreja quem nos deu a Bíblia e esta Igreja que nos deu a Bíblia, a Palavra de Deus, ela tem uma praxe, ela tem uma prática de intercessão que vem desde o tempo das catacumbas,  se você vai lá nas catacumbas de São Sebastião em Roma, você encontra grafites antiguíssimos do  primeiro e segundo século, mas o fulano lá, foi com um preguinho lá e raspou na telha da catacumba dizendo: “Pedro e Paulo ora por fulano”, “intercede por beltrano” pedindo intercessão, veja, nos primeiríssimos séculos quando ainda nem estavam definidos quais eram os 27 livros do Novo Testamento, e essa Igreja estava tão errada, ela tava errada mesmo antes de ter aceito os 27 Livros do Novo Testamento, como é que você aceita a autoridade da Igreja que escolheu os 27 livros e num aceita aquilo que ela já fazia desde sempre, que era a questão da intercessão dos Santos.

   Pois bem, mas isso é só um parênteses, vamos a segunda parte da resposta, isso é possível depois da morte? Vamos com as Sagradas Escrituras já que vocês não aceitam outro tipo de argumento, Romanos Capítulo 8, São Paulo disse:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?”

 Ele diz que nada vai separar, e mais abaixo ele diz assim:
“tenho certeza que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos afastar do amor de Deus que está no Cristo Jesus, Nosso Senhor.”

    Nada, nem a morte nos separa do amor de Cristo, portanto, primeira coisa, a morte não nos excomunga do corpo de Cristo, senão, do que adiantaria a gente ser batizado, ser membro do corpo de Cristo aqui, e depois d a morte:

 “Ah num vale mais!”
“oxi, pra que que adiantou? Pra que é que serve esse negócio de Igreja se não for pra depois da vida?”
  
   Para que é que serve Igreja se não for para a salvação eterna? Se aquilo que a gente faz aqui não serve de nada depois, então meu irmão, comamos e bebamos porque amanhã morreremos, já dizia São Paulo.

   O Batismo serve para alguma coisa, eu sou membro do corpo de Cristo, de alguma forma, vós sois os ramos eu sou a videira, eu sou o tronco, diz Jesus, num é nem São Paulo mais, é Jesus, então estamos unidos a ele por isso que nós católicos cremos na eucaristia,  porque a eucaristia é a renovação de nossa união com esse corpo e esse sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pra nós não é um faz de conta não, pra nós a gente num está lá brincando de eucaristia, não é a lembrança da última ceia, para lembrança de última ceia bastava-se de um vídeo, num precisava fazer a eucaristia, nós vivemos esta união com Cristo na eucaristia, na missa.

   Mas tudo bem, a morte não nos separa do amor de Cristo, além disso o livro do apocalipse nos fala em várias passagens, da atividade das pessoas que já morreram diante do trono de Deus, por exemplo, Quando se abre o quinto selo, no capítulo 6 do apocalipse:

“Quando abri o quinto selo, vi embaixo do altar aquele que tinham sido imolados por causa da palavra de Deus e do testemunho que tinham dado, e gritaram com voz forte: Senhor Santo e verdadeiro (olha só eles estão rezando no céu gente, olha! E aqui não tinha acontecido a ressurreição ainda, vamos prestar atenção porque aqui a ressurreição ainda não aconteceu, nós ainda estamos na abertura do selo, nós estamos na tribulação.) até quando tu tardarás em fazer justiça? Vingando nosso sangue contra os habitantes da terra.”

   Estão rezando, olha só, morto reza, olha que novidade, nós católicos já sabíamos disso, mas protestante só ler aquilo que ele quer, só lê a parte da Bíblia que interessa pra ele, mas tudo bem. O que mais? Vira a página, capítulo 7:

“Então o ancião falou comigo perguntando: estes, que estão vestidos com túnicas brancas (já é outro grupo) quem são e de onde vieram? Eu respondi: tu é que sabes meu Senhor, e então ele me disse: esses são os que vieram da grande tribulação, lavaram e branquearam suas vestes no sangue do cordeiro, e por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto dia e noite no seu santuário, e aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda, nunca mais terão fome, nem sede, nem lhe molestarão o sol, nem nenhum calor ardente porque o cordeiro que está no meio do trono será o seu pastor e os conduzirá as fontes de águas vivificantes e Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos.”

   Eles prestam culto a Deus no céu, louvam a Deus no céu, acontece isso, com os mortos, os mortos prestam culto a Deus, os mortos rezam, os mortos intercedem, o que nos separará do amor do Cristo? A morte?! De jeito nenhum! A morte não nos separa do amor de Cristo, agora é evidente que depois, no último dia haverá a ressurreição e essas almas ressuscitarão no último dia.

   Corpo e alma nós entraremos no triunfo do céu, mas por enquanto eu não tenho isso, por enquanto o que é que eu tenho? Por enquanto tem o fato de que quando eu sou batizado eu me torno membro do corpo de Cristo, e nem a morte me separará do amor de Cristo ele continuará me amando.

   Eu posso ir pro inferno? Posso! Posso ir pro inferno se eu rejeitar esse amor de Cristo, mas o amor de Cristo não me rejeitará o que faz a pessoa ir para o inferno não é a morte, o que faz a pessoa se separar do amor de Cristo não é a morte, é a própria vida da pessoa que rejeita o amor de Cristo, mas Nosso Senhor sabe que Ele nos salvou e nos fez membros do seu corpo para nos conduzir a vida verdadeira, a vida verdadeira em Deus.

   Então, resumo dessa resposta, Cristo é o único mediador? Sim, ele é o único mediador, mas dizer que ele é o único mediador em sentido estrito, único no sentido de sozinho, ai você vai criar um problema para os próprios protestantes porque eles não vão saber porque que eles rezam uns pelos outros, no entanto eles rezam.

   Então, porque que nós rezemos, embora Cristo seja o único mediador? Porque nós somos membros deste único mediador.

   E depois da morte não deixamos de ser membros do corpo de Cristo, continuamos porque nem a morte nos separa do amor de Cristo, e o próprio livro do apocalipse nos mostra que existe de pessoas mortas, junto de Deus, intercedendo, prestando culto a Deus e louvando a Deus. 

Paz e Bem.

Santo do Dia (16/07) - Nossa Senhora do Carmo


A Virgem Maria entrega a São Simão Stock o escapulário (Sec. XIX; Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma).


    Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual". 

   Carmelo (em hebraico, "carmo" significa vinha; e "elo" significa senhor; portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram "participantes" da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: 
   "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno". 

   Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: 
  "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte". Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe. 


PS.: O escapulário, originalmente, é uma tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem sobre o peito, mas quando se fala em escapulário geralmente lembra-se do escapulário dos carmelitas.


Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Quem pergunta quer resposta (02) - Posso ser católico e espírita?


   Respondendo algumas perguntas que recebi no facebook sobre espiritismo, generalizei com essa pergunta (Posso ser católico e espírita?), mas a resposta deve responder a outras perguntas correlatas, vamos lá:   



Em primeiro lugar vamos ver o que é que os próprios espíritas dizem deles, a Federação espírita do Brasil, ela põe com toda clareza a sua identidade, o espírita é aquele que acredita na revelação que vem dos espíritos, ou seja, existe uma invocação, se invoca os espíritos dos mortos, e esses espíritos, as pessoas, segundo a linguagem deles desencarnadas, esses espíritos então nos revelam uma doutrina, nos revelam um ensinamento, só ai você já vê que a coisa é absoluta e completamente diferente da Bíblia. Para nós a Sagrada Escritura é o texto, que é a palavra de Deus, porque foi Deus, não espíritos, no plural, mas o Espírito Santo, Deus em pessoa que inspirou aquele texto, portanto nós cristãos, cremos numa revelação de Deus, ta entendendo, enquanto eles crêem numa revelação dos espíritos.

   O que prova a diferença entre o espiritismo e o catolicismo, cristianismo, em geral, é exatamente o fato de que eles reagem diante da Bíblia com atitude completamente diferente da nossa, para os espíritas a Bíblia, ela é, um documento histórico que tem aspectos de verdade, então é por isso que Alan Kardec pode escrever o seu evangelho segundo o espiritismo, ou seja, ele lê o evangelho, lê a Bíblia e de lá ele escolhe aqueles trechos da Bíblia que concordam com a doutrina dos espíritos.

   Um dia eu tava num debate na internet com um espírita, ai eu perguntei pra ele:
  “porque vocês espíritas se dizem Cristãos? Se vocês não acham que Jesus Cristo é Deus, porque pra vocês Jesus Cristo é somente um espírito iluminado, vocês não acreditam que Jesus ressuscitou dos mortos, vocês não acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus, porque é que vocês se dizem Cristãos?”

   Ele respondeu dizendo:
   “veja, nós achamos que somos cristãos, porque nós cremos que a Bíblia possui um patrimônio moral, ou seja, a Bíblia é fonte de moralidade, que é um patrimônio comum da humanidade, e é por isso que nós aceitamos a Bíblia.”

  Deu pra notar? Que a atitude dos espíritas diante de Revelação Bíblica é muito diferente. A atitude dos espíritas, então diante da revelação é que eles crêem na doutrina dos espíritos e nós cremos naquilo que Deus mesmo nos ensina.

   Agora vamos aprofundar as coisas, porque nós cristãos, ou pra dizer até melhor, nós católicos não cremos somente na Bíblia, nós cremos na Palavra de Deus, a Palavra de Deus é uma Pessoa, é Jesus Cristo, é a Palavra que se fez carne e habitou entre nós, a Bíblia é só uma forma de nós transmitirmos e de nós recebermos a presença dessa Pessoa, que é Jesus, pois bem, Jesus é a revelação do Pai, Jesus é o centro e é o cume, é o ápice, é o momento mais alto da revelação de Deus.

   Porque? Porque ele é o próprio Deus que se fez homem, aqui é a segunda diferença muito grande entre o cristianismo e o espiritismo, nós cristão cremos que Jesus é o próprio Deus que se fez homem, a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós, ele não é um avatar, ele não é um espírito de luz, ele não é um guia, ele não é um maitreya, ou seja lá o que for,ele é Deus, e Ele não passará, e a revelação de Jesus não irá passar, ela é plena e ela não tem defeitos.

   Uma terceira grande diferença entre nós católicos e os espíritas é que nós católicos cremos que a Igreja ela é uma presença de Cristo na história, ou melhor ainda, para usar uma linguagem mais adequada, ela é o corpo de Cristo, Jesus é a cabeça e a Igreja é o corpo vivo de Nosso Senhor Jesus Cristo na história e que portanto, para nós entrarmos em contato, em sintonia com Jesus Cristo vivo e verdadeiro plenamente, nós precisamos ser membros da Igreja, e que portanto o cristianismo não é uma doutrina, o cristianismo,  como diz o Papa Bento XVI, no início de sua Encíclica: Deus Caritas Est:
  “o cristianismo é um acontecimento, é Deus que irrompe na história e nós nos encontramos com Ele.”

   E neste encontro então, nós nos colocamos a disposição de Jesus Cristo. Ele nos salva, Ele é nosso salvador, e aqui mais uma grande diferença com o espiritismo, para o espiritismo Jesus Cristo é só um espírito guia que vai indicando o caminho. Para nós, católicos, Jesus Cristo nos salva de verdade, ele morre na cruz para nos salvar.

   O espiritismo, ele padece de um certo pelagianismo, se ele fosse um cristianismo seria a heresia pelagiana, mas na verdade ele não chega a ser nem pelagianismo, na verdade o espiritismo é simples paganismo, nas religiões pagãs é o homem quem se salva, nas religiões pagãs o homem é que tem que galgar sua salvação, e o espiritismo é bem claro nisso, quando dia que nós temos que passar de andar em andar, nós precisamos reencarnar até chegar ao andar de cima, ao andar superior, em que seremos felizes.

   Nós cristãos admitimos que isso é um projeto que não funciona, é uma torre de babel, ou seja, querer construir de andar em andar até chegar a Deus é como construir uma torre de babel para chegar no céu, se Deus não veio nos salvar, nós não temos condições de ir até ele.

   Então ele veio, ele veio e nos deixa a sua palavra e os seus sacramentos, essa palavra e esses Sacramentos são transmitidos ao longo dos séculos pela sucessão apostólica, e então nós precisamos e devemos está em comunhão, com essa Palavra e esses Sacramentos, portanto com Jesus, para estarmos na Igreja de Deus, veja que é um mundo completamente diferente.

   Todos os concílios condenam o espiritismo, porque tudo o que eles pensam é quase o avesso daquilo que nós pensamos.

   Então, porque ser espírita? Na verdade nós não podemos ser espíritas.

   Porque? a resposta é muito simples, porque os espíritas simplesmente não são cristãos! Eles não acreditam que Jesus seja Deus, eles não acreditam que Jesus nos salvou, eles não acreditam na revelação de Jesus, eles não acreditam nos Sacramentos de Jesus, eles não acreditam na Igreja de Jesus, eles não acreditam nos demônios, porque para eles os demônios são simplesmente almas desencarnadas que estão num estágio inferior, eles não acreditam nos anjos, porque para eles os anjos são simplesmente almas desencarnadas que estão num estagio superior, eles não acreditam na intercessão dos Santos, que para eles são simplesmente mortos que aparecem, eles não acreditam no lugar de destaque dos grandes Santos de Deus que creram em Jesus.

   Quantos e quantos centros espíritas recebem o nome de Santos católicos, no entanto eles são incoerentes, porque eles não crêem naquilo que aqueles Santos criam, quando você nomeia um centro espírita com o nome de “centro espírita São Francisco de Assis” isso é uma ofensa a São Francisco, porque? Porque você está lá trabalhando justamente o contrário que do que São Francisco trabalhava, São Francisco cria em Jesus, para São Francisco Jesus era tudo, para o espírita é somente um espírito guia iluminado, para São Francisco Jesus era Deus, que se fez homem e morreu na cruz para nos salvar, essa era a fé de São Francisco.

   Meus irmãos, a incompatibilidade entre o cristianismo e o espiritismo é quase que total, porque então no Brasil tantos espíritas se dizem católicos? Por uma razão muito simples, por desonestidade dos próprios dirigentes espíritas. Existe livros publicados onde os espíritas falando entre eles dizem que eles usam a propaganda católica, que eles usam a propaganda que o espiritismo não é incompatível com o catolicismo exatamente para poder pescar os católicos ingênuos e mal informados, e assim nós vamos, e assim eles vão pescando e assim as pessoas continuam indo a missa, e continuam participando das celebrações católicas, achando que são católicos.

   Eu acho que seria muito bom para o nosso país, seria muito bom tantos para os espíritas como para os católicos se nós víssemos com clareza que são duas religiões completamente diferentes, duas formas de ver completamente diferentes, dentro de um país onde existe a liberdade religiosa, cada um tem a liberdade de escolher a sua religião.

   E exatamente porque nós cremos profundamente naquilo que nós somos enquanto católicos, nós só pedimos a você, meu querido espírita, nós respeitamos o direito que você tem de ser espírita, mas respeite também o fato que nós cremos profundamente que você está errado, e a forma que nós temos de manifestar o nosso amor por você é querer que você saia desse erro, venha pra verdade, e se torne católico.

Paz e bem!


Tem sua pergunta? nos mande que na medida do possível tentarei responder aqui no blog.